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Bolsonaro segue com instabilidade no equilíbrio corporal, informam médicos ao STF

 

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar para recuperação de uma broncopneumonia Foto: Wilton Junior/Estadão

Ex-presidente também apresenta alteração leve na parte inferior do pulmão esquerdo; quadro de soluços teve melhora após ajuste na medicação

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) mantém um quadro persistente de instabilidade no equilíbrio corporal, segundo o relatório médico semanal enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (15). Os profissionais que acompanham o ex-mandatário, atualmente em prisão domiciliar, também identificaram uma alteração leve que ainda permanece na parte inferior do seu pulmão esquerdo.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Em março deste ano, o ministro Alexandre de Moraes concedeu prisão domiciliar humanitária por 90 dias para que ele pudesse se recuperar de uma broncopneumonia. Antes disso, ele cumpria pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, o chamado Papudinha.

Histórico recente de internações

O ex-presidente tem enfrentado seguidos problemas de saúde nos últimos meses. Em março, ele passou duas semanas internado em Brasília para tratar de uma pneumonia causada por episódios recorrentes de soluços. No início de maio, voltou a ser hospitalizado, desta vez para realizar uma cirurgia no ombro direito.

Atualmente, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e recebe acompanhamento regular de uma equipe médica, que envia relatórios periódicos ao STF informando sobre a evolução do seu estado de saúde.

O que diz o relatório mais recente

De acordo com o documento encaminhado à Corte:

  • Instabilidade do equilíbrio corporal: o quadro é considerado persistente e inalterado pelos médicos.

  • Pulmão: ainda há uma alteração leve na parte inferior do pulmão esquerdo.

  • Soluços: o ex-presidente apresentou quadros recorrentes e persistentes de soluços nos últimos dias, mas houve considerável melhora e estabilização após ajuste na medicação.

  • Pressão arterial: está controlada.

  • Ombro direito (pós-operatório): Bolsonaro não relata mais dores. Ele segue um protocolo diário de fisioterapia motora leve e usa tipoia para imobilização parcial do membro. Medicamentos analgésicos são administrados por via transdérmica (adesivos ou géis aplicados diretamente na pele).

Contexto jurídico

A prisão domiciliar humanitária concedida a Bolsonaro tem prazo inicial de 90 dias, contados a partir de março, para que ele possa se recuperar da broncopneumonia. Cabe à equipe médica e ao STF avaliar a necessidade de prorrogação do benefício ao fim desse período, levando em conta a evolução clínica do paciente.

O ex-presidente responde criminalmente pelos atos investigados no âmbito da tentativa de golpe de Estado, com sentença já proferida e em fase de cumprimento de pena.


Fonte: Estadão 

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