Vítima enviou mensagem de socorro a um conhecido; PM encontrou duas crianças no imóvel e prendeu agressor em flagrante
Na madrugada desta quinta-feira (14), a Polícia Militar de Rondônia resgatou uma mulher de 33 anos que estava sendo mantida em cárcere privado pelo marido, no centro da cidade de Chupinguaia (RO). O agressor, um homem de 39 anos, foi preso em flagrante e responderá por violência doméstica e privação de liberdade.
De acordo com a ocorrência registrada pelo 3º Batalhão da Polícia Militar (3º BPM), a vítima conseguiu enviar uma mensagem de socorro a um conhecido, que acionou imediatamente a Central de Operações. Com as informações repassadas, os policiais militares se deslocaram até o endereço indicado e encontraram o apartamento completamente trancado por dentro.
Como aconteceu o cárcere privado
Ao conseguir acesso ao imóvel, a guarnição ouviu o relato da mulher. Ela contou que o casal está em processo de separação e que, ao voltar para casa, foi surpreendida pelo marido, que a aguardava escondido na varanda. Segundo a vítima, o homem a impediu de entrar, a filmou sob ameaças e disse que ela “iria se arrepender” caso não retomasse a relação conjugal.
A situação rapidamente evoluiu para agressões físicas. O suspeito arrastou a mulher para dentro do imóvel, trancou todas as saídas e a impediu de fugir. Em dado momento, a vítima tentou escapar por uma janela, mas foi contida com força física, jogada contra o sofá várias vezes e mantida no chão. O cárcere privado só foi interrompido com a chegada da Polícia Militar.
Crianças estavam no local e vítima sofre abusos há mais de uma década
Dentro do apartamento, os policiais também encontraram duas crianças, de 5 e 9 anos, filhas do casal. Elas testemunharam parte das agressões e do confinamento da mãe.
A mulher ainda revelou aos agentes que sofre com o comportamento possessivo e violento do marido há mais de dez anos. Nos últimos meses, os ataques incluíram episódios de perseguição (stalking) e difamação, configurando um quadro contínuo de violência doméstica e psicológica.
Prisão e encaminhamento
Diante da gravidade dos fatos, o homem recebeu voz de prisão ainda no local. Ele foi conduzido à Unidade Integrada de Segurança Pública (UNISP) de Vilhena, onde o flagrante foi formalizado. O agressor responderá pelos crimes de cárcere privado e pelas tipificações previstas na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/06), que protege mulheres em situação de violência doméstica e familiar.
A Polícia Militar reforça a importância de denúncias anônimas e do contato imediato com a Central de Operações (190) em casos de suspeita de cárcere privado ou violência contra a mulher. Quanto mais rápido o acionamento, maiores as chances de evitar tragédias e prender os agressores em flagrante.

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