Neisseria meningitidis, a bactéria que causa a meningite meningocócica. — Foto: Wikimedia
Eduardo Nascimento, de 14 anos, faleceu na segunda-feira (11) após ser transferido para hospital em Ji-Paraná; caso não tem relação com tipos preveníveis por vacina
A Secretaria Municipal de Saúde de Cacoal (Semusa) confirmou nesta sexta-feira (15) que o adolescente Eduardo Nascimento, de 14 anos, morreu em decorrência de meningite bacteriana.
O jovem, que residia em Rolim de Moura (RO), foi internado inicialmente em Cacoal e depois transferido para um hospital em Ji-Paraná (RO) com o agravamento do quadro clínico. Ele faleceu na segunda-feira (11).
O exame que confirmou a causa da morte foi realizado antes do falecimento do adolescente, e a família aguardava o resultado. Segundo a Semusa, a meningite identificada é bacteriana, mas não pertence aos tipos que têm vacina disponível no calendário nacional – ou seja, não se trata de meningococo, pneumococo ou Haemophilus influenzae tipo B. Para essa variante específica, não há forma de prevenção por imunização.
Professora internada tem relação epidemiológica com o caso
As autoridades de saúde acompanham uma segunda ocorrência suspeita da doença. Trata-se de uma professora que teve contato próximo com o adolescente. Ela está internada há cerca de uma semana no Hospital Regional de Cacoal (Heuro) e seu quadro clínico é considerado estável.
De acordo com a secretaria, ainda não há confirmação laboratorial do diagnóstico da mulher, mas já foi identificada uma relação epidemiológica entre os dois casos devido ao contato direto entre eles. A professora segue sob observação médica.
O que é meningite?
A meningite é uma inflamação das meninges – as membranas que envolvem todo o sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal). A inflamação pode ser causada por micro-organismos (bactérias, vírus, fungos ou parasitas), reações alérgicas a medicamentos, câncer ou outros agentes.
A doença tem alta taxa de mortalidade e pode deixar sequelas graves, como:
Surdez
Perda de movimentos
Danos ao sistema nervoso
Crianças são a faixa etária mais atingida, e pacientes devem ter acompanhamento por pelo menos seis meses após a infecção. As meningites virais e bacterianas são as mais importantes para a saúde pública devido à magnitude de sua ocorrência e ao potencial de produzir surtos.
Prevenção e tratamento
Existem imunizantes no sistema público de saúde que protegem contra alguns tipos de meningite bacteriana. As vacinas disponíveis no calendário do Programa Nacional de Imunização incluem:
Vacina meningocócica conjugada: protege contra a doença meningocócica causada pelo sorogrupo C
Vacina pneumocócica 10-valente (conjugada): protege contra meningite causada pelo Streptococcus pneumoniae
Pentavalente: protege contra meningite causada pelo Haemophilus influenzae sorotipo B, além de difteria, tétano, coqueluche e hepatite B
Tratamento: depende do agente causador.
Meningite viral: não tem tratamento específico e costuma se resolver sozinha. Medicamentos aliviam sintomas como dor e febre.
Meningite bacteriana: é mais grave e deve ser tratada imediatamente em ambiente hospitalar com administração de antibióticos.
Sazonalidade e perfil
De acordo com o Ministério da Saúde, a ocorrência das meningites bacterianas é mais comum no outono e inverno, enquanto as virais predominam na primavera e verão. O sexo masculino é o mais acometido pela doença.
*Fonte: g1 / Rede Amazônica

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