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Imprensa internacional repercute vitória de Javier Milei nas eleições argentinas de meio de mandato

        Discurdo da vitória: Milei agradece voto dos apoiadores e diz que povo optou pelo progresso — Foto: Luis Robayo/AFP
 

Presidente argentino consolida poder no Congresso após desempenho expressivo; jornais estrangeiros veem fortalecimento das reformas econômicas e apoio de Donald Trump

Porto Velho, 27, de Outubro de 2025.

Em BUENOS AIRES — A vitória do presidente Javier Milei nas eleições legislativas de meio de mandato, realizadas neste domingo (26), foi amplamente noticiada pela imprensa internacional. Com mais de 90% das urnas apuradas, o partido governista Libertad Avanza obteve 40,84% dos votos, conquistando vitórias expressivas em Buenos Aires, Córdoba e Santa Fé. A coligação opositora Fuerza Pátria e aliados ficou em segundo lugar, com 31,66%.

O pleito renovou metade da Câmara dos Deputados (127 cadeiras) e um terço do Senado (24 vagas), garantindo a Milei um Congresso mais alinhado a suas propostas econômicas e políticas.


Financial Times: “Grande vitória reforça agenda liberal”

O jornal britânico Financial Times classificou o resultado como uma “grande vitória”, destacando que a conquista “dá novo impulso à campanha de reformas de livre mercado” do presidente argentino.

“O resultado reforçará a posição de Milei no Congresso e o ajudará a levar adiante sua reforma radical da economia argentina”, afirmou a publicação.

Segundo o veículo, o desempenho eleitoral devolve confiança aos mercados após semanas de turbulência financeira que ameaçaram as reformas. O Financial Times também lembrou que o receio de enfraquecimento do apoio político de Milei levou a uma corrida ao peso argentino no mês anterior às eleições.


The Guardian: resultado é “surpreendente” diante de desgaste político

O também britânico The Guardian destacou que, embora Milei ainda não detenha maioria no Congresso — que segue sob influência dos peronistas —, o resultado foi considerado “surpreendente” por analistas argentinos.

O jornal lembrou que o presidente enfrentava queda de popularidade, agravada por acusações de corrupção contra sua irmã e pela crise econômica persistente.

A reportagem enfatizou que o governo iniciou o mandato promovendo cortes severos nos gastos públicos, com a eliminação de milhares de empregos estatais e o congelamento de investimentos em infraestrutura, saúde, educação e programas sociais. Ainda assim, Milei conseguiu reduzir a inflação anual de mais de 200% em 2023 para cerca de 30% em setembro de 2025 e alcançar o primeiro superávit fiscal da Argentina em 14 anos.


El País: campanha baseada no medo do retorno kirchnerista

O jornal espanhol El País analisou que a campanha de Milei foi estruturada em torno do temor de um retorno do peronismo kirchnerista, ligado à ex-presidente Cristina Kirchner.

“O governo construiu sua narrativa em torno de uma batalha entre o bem, representado por Milei, e o mal, simbolizado pelo kirchnerismo — e a estratégia se mostrou bem-sucedida”, destacou o veículo.


The New York Times: vitória é “teste crucial” para Milei e sinal de apoio de Trump

Nos Estados Unidos, o The New York Times definiu a votação como um “teste crucial” para o governo Milei. O jornal ressaltou que o resultado garante ao presidente sustentação suficiente para evitar derrubadas de vetos e avançar em sua agenda de reformas.

A publicação também enfatizou o apoio público do ex-presidente Donald Trump, aliado ideológico de Milei. Segundo o jornal, o líder argentino é um “entusiasta do movimento MAGA (Make America Great Again)”, e sua vitória é vista em Washington como uma oportunidade para reforçar a influência dos Estados Unidos na América do Sul e conter o avanço da China na região.


Repercussão reforça liderança política e desafios econômicos

A ampla cobertura internacional confirma Javier Milei como uma das figuras mais influentes da nova direita latino-americana. O resultado das urnas consolida seu capital político e reforça sua agenda liberal, mas também renova o desafio de manter o equilíbrio fiscal, reduzir a inflação e restaurar o crescimento econômico em um cenário de fortes tensões sociais.


Fonte: BBC News Brasil

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