Últimas notícias

6/recent/ticker-posts

Bennu: asteroide com poder de 22 bombas nucleares pode atingir a Terra em 2182, alerta NASA

 


Data de risco real de colisão foi calculada por cientistas para 24 de setembro de 2182; agência espacial estuda amostras do corpo celeste para tentar desviar sua rota

Um asteroide chamado Bennu, que carrega consigo uma potência equivalente à de 22 bombas atômicas, pode atingir a Terra em uma data já determinada por pesquisadores. De acordo com cientistas, o risco real de colisão ocorre em 24 de setembro de 2182 — daqui a mais de 150 anos.

O objeto celeste se aproxima do nosso planeta a cada seis anos, e a cada passagem a trajetória é monitorada com mais precisão. Apesar de a data potencial do evento apocalíptico estar distante, a NASA já está envolvida em intensos esforços para desviar Bennu de sua rota.

Missão em andamento



A agência espacial americana lançou uma sonda em direção ao asteroide com o objetivo de coletar amostras. A expectativa era que as informações obtidas pudessem ajudar a evitar um possível encontro catastrófico no futuro.

As amostras foram trazidas de volta à Terra em 2023 e desde então vêm sendo estudadas por cientistas. Os dados coletados ajudam a compreender melhor a composição, a densidade e a estrutura de Bennu — informações essenciais para qualquer tentativa futura de desvio.

Qual é o tamanho do perigo?



O asteroide Bennu tem cerca de 500 metros de diâmetro — mais alto que o edifício Empire State Building, de Nova York. Uma colisão com a Terra liberaria uma energia equivalente a 22 bombas atômicas, capaz de causar destruição em escala continental e gerar impactos climáticos globais.

Para efeito de comparação, o asteroide que eliminou os dinossauros há 66 milhões de anos tinha aproximadamente 10 km de diâmetro — 20 vezes maior que Bennu. Ainda assim, um impacto de Bennu seria catastrófico para a região atingida e para o clima do planeta.

O que a NASA pode fazer?



A agência espacial já testou com sucesso uma tecnologia de desvio de asteroides na missão DART (Double Asteroid Redirection Test), que em 2022 conseguiu alterar a órbita da lua do asteroide Dimorphos ao colidir propositalmente uma sonda contra ela.

O conhecimento adquirido com o DART, somado às amostras de Bennu, dá aos cientistas uma base real para planejar uma missão de desvio caso o risco de colisão se confirme nas próximas décadas.

Impactos na história da Terra

Asteroides já atingiram a Terra muitas vezes ao longo dos bilhões de anos de história do planeta. Alguns dos impactos mais significativos deixaram marcas visíveis até hoje, como a Cratera de Chicxulub, no México (associada à extinção dos dinossauros), e a Cratera de Vredefort, na África do Sul, a maior já identificada.

Há também registros de impacto no Brasil. A Cratera de Araguainha, localizada entre os estados de Mato Grosso e Goiás, é a maior estrutura de impacto da América do Sul, com cerca de 40 km de diâmetro. Ela foi formada há aproximadamente 250 milhões de anos.

E agora?



Apesar do alerta, a humanidade tem mais de um século e meio para se preparar. A tecnologia de defesa planetária está em seus primeiros passos, mas avançou significativamente nos últimos anos. O estudo contínuo de Bennu e de outros asteroides próximos à Terra é fundamental para que, quando chegar a hora, seja possível evitar a tragédia.

Enquanto isso, Bennu continua sua órbita ao redor do Sol, aproximando-se da Terra a cada seis anos — sempre sendo observado de perto pelos telescópios e cientistas da NASA e de outras agências espaciais ao redor do mundo.


Fonte: Notícias Ao Minuto

Postar um comentário

0 Comentários