Reunião estratégica em Porto Velho busca aprimorar a troca de informações e desarticular esquemas complexos que desviam recursos de serviços públicos como saúde e educação.
O dinheiro que deixa de entrar nos cofres do estado por causa da sonegação fiscal é o mesmo que falta para investir em hospitais, escolas e segurança. Pensando nisso, o Ministério Público de Rondônia (MPRO), a Polícia Civil e a Secretaria de Estado de Finanças (Sefin) se reuniram nesta terça-feira (10) para ajustar as "antenas" e reforçar o combate a esse crime.
O encontro, realizado na sede da Sefin, em Porto Velho, colocou na mesma mesa promotores, delegados e auditores fiscais com um objetivo claro: tornar a luta contra a sonegação mais inteligente e eficiente.
Linguagem afiada contra crimes financeiros
A grande sacada dessa união é o compartilhamento de informações. De um lado, os auditores da Sefin possuem o conhecimento técnico e os dados detalhados sobre empresas e contribuintes. Do outro, o MP e a Polícia Civil dominam as ferramentas de investigação criminal para desmontar esquemas fraudulentos.
A ideia é simples: juntar esses dois mundos para desvendar casos cada vez mais complexos. Isso inclui o que os especialistas chamam de "engenharia financeira" — termo técnico para manobras complicadas feitas com dinheiro e empresas de fachada para esconder bens e evitar o pagamento de impostos.
Por que isso importa para o cidadão?
Pode parecer um assunto distante, mas a sonegação fiscal afeta a vida de todo mundo. Quando empresas ou pessoas físicas deixam de pagar tributos, o estado fica com menos recursos para manter os serviços essenciais funcionando.
A promotora de Justiça Laíla de Oliveira Cunha Nunes, coordenadora do Grupo de Atuação Especial em Sonegação Fiscal (Gaesf), explica a importância dessa integração:
"O alinhamento entre o Ministério Público, a Polícia Civil e a Sefin é um passo decisivo para desarticular esquemas estruturados de sonegação que impactam diretamente a arrecadação e a prestação de serviços públicos essenciais."
O próximo passo
Com a reunião, as instituições deram mais um passo para garantir que as provas levantadas pelos auditores fiscais sejam sólidas o suficiente para virar processos judiciais. O foco agora é otimizar o fluxo de dados e transformar informação em ação, garantindo que o dinheiro público desviado por sonegadores volte para os cofres do estado — e, consequentemente, para a população.

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