Imunizante é ofertado de forma estratégica para grupos prioritários, como profissionais de saúde e pessoas com imunossupressão; público geral não deve buscar doses
A Mpox (antiga varíola dos macacos) ainda é uma preocupação de saúde pública, mas o Brasil já conta com uma estratégia definida para proteger quem mais precisa. Em Rondônia, a vacinação contra a doença segue as orientações do Ministério da Saúde e é coordenada pela Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) .
Diferente de vacinas tradicionais, como a da gripe ou do sarampo, o imunizante contra a Mpox não faz parte do calendário de rotina. Ou seja, não é indicado para toda a população. A oferta é seletiva e voltada para grupos específicos que apresentam maior risco de exposição ao vírus ou de evolução para formas graves da doença.
Quem pode se vacinar?
De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina pode ser aplicada em duas situações principais:
1. Profilaxia pós-exposição (PEP): para pessoas que tiveram contato direto com casos confirmados de Mpox, especialmente em situações de:
Contato íntimo (como parceiros sexuais);
Contato domiciliar (pessoas que moram com o doente);
Exposição ocupacional sem uso adequado de equipamentos de proteção.
2. Profilaxia pré-exposição (PrEP): para grupos com maior risco epidemiológico, como:
Profissionais de saúde que atuam diretamente com casos suspeitos ou confirmados;
Trabalhadores de laboratório que manipulam Orthopoxvirus (família do vírus da Mpox);
Pessoas vivendo com HIV com imunossupressão significativa, mediante avaliação clínica;
Pessoas inseridas em contextos de maior vulnerabilidade à exposição.
O Ministério da Saúde reforça que não há indicação de vacinação em massa para a população geral. A oferta depende da avaliação do risco epidemiológico e da disponibilidade de doses enviadas aos estados.
Como funciona em Rondônia
A Agevisa, em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e as secretarias municipais, é responsável por organizar os fluxos de atendimento e garantir que a vacina chegue a quem realmente precisa.
O governo estadual mantém a rede de vigilância e imunização preparada para executar a estratégia nacional, com monitoramento permanente do cenário epidemiológico. Em caso de exposição ao vírus ou surgimento de sintomas suspeitos, a população deve buscar orientação nas unidades de saúde de referência.
Prevenção: a melhor aliada
Além da vacina para grupos prioritários, as medidas de prevenção continuam sendo fundamentais para evitar a transmissão da Mpox. Veja as principais recomendações:
Higienização das mãos: Lave frequentemente com água e sabão ou use álcool em gel, especialmente após tocar em pessoas doentes, suas roupas ou superfícies.
Isolamento imediato: Pessoas com a doença devem se isolar até a cicatrização total das lesões (quando as cascas caírem e nova pele surgir).
Não compartilhar objetos: Evite usar roupas, toalhas, lençóis, talheres ou copos de pessoas com suspeita da doença.
Uso de máscaras: Utilize máscara cobrindo nariz e boca ao se aproximar de doentes.
Limpeza de superfícies: Higienize objetos e superfícies contaminadas com produtos de limpeza domésticos comuns.
Evitar contato direto: Não tenha beijos, abraços, relações sexuais ou contato pele a pele com pessoas suspeitas ou confirmadas.
Vacina não é para todos, mas proteção é coletiva
A estratégia seletiva adotada pelo Brasil segue recomendações internacionais e visa proteger os grupos mais expostos, evitando a circulação do vírus e reduzindo o impacto da doença no sistema de saúde.

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