Com carnaval em pleno período chuvoso, corporação reforça protocolos para evitar choques em foliões e equipes técnicas; entenda os riscos.
Quem curte o carnaval de rua em Rondônia já se acostumou com um cenário comum: a folia a todo vapor e, de repente, a chuva chega. Mas, diferente do que muitos pensam, a parada repentina do trio elétrico não é uma falha mecânica ou falta de programação. É questão de segurança.
Com a folia acontecendo em pleno período chuvoso na região, o Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia (CBMRO) intensificou os protocolos de prevenção a acidentes. A principal regra é clara: durante a chuva, os trios elétricos devem permanecer parados.
Ação imediata no maior bloco do Norte
O protocolo foi colocado em prática no último sábado (14), durante o desfile de um dos maiores blocos carnavalescos da Região Norte, em Porto Velho. No início do percurso, a chuva chegou e, imediatamente, os veículos de som foram imobilizados.
A medida, que poderia causar estranhamento, na verdade, evitou um risco grave. Trios elétricos concentram uma grande quantidade de equipamentos elétricos de alta potência e possuem estruturas metálicas elevadas. Em dias de chuva e vento, eles funcionam como um grande para-raios, aumentando exponencialmente o risco de curtos-circuitos e descargas elétricas nos foliões que estão ao redor.
Por que a chuva é perigosa para os trios?
O Corpo de Bombeiros emitiu uma nota técnica esclarecendo que a decisão de parar os veículos não é "impositiva" ou burocrática. Ela é baseada em normas de segurança e análise de risco.
Risco de choque: A água é condutora de energia. Com os fios elétricos expostos no circuito e a estrutura metálica do trio, qualquer falha na isolação pode eletrocutar quem está próximo.
Descarga atmosférica (raios): Com as estruturas elevadas, os trios se tornam alvos preferenciais para raios durante tempestades.
Quando a festa pode recomeçar?
A ansiedade do folião é grande, mas a segurança tem prioridade. Segundo a corporação, a liberação para a retomada do desfile só acontece após uma avaliação criteriosa das condições climáticas.
Os organizadores do evento são os responsáveis diretos por cumprir os protocolos e manter equipes técnicas preparadas para emergências.
“Nenhuma programação festiva pode colocar em risco as normas de segurança e da proteção à vida”, reforça a nota do CBMRO.
Serviço ao folião
Para quem vai cair na folia, a dica dos bombeiros é simples: respeitar as orientações dos organizadores e evitar se aglomerar próximo às estruturas metálicas dos trios durante pancadas de chuva. A festa pode até dar uma pausa, mas a segurança não.

0 Comentários