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Frentes parlamentares lançam Coalizão dos Biocombustíveis para impulsionar setor no Brasil

Grupo, liderado pelo deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), buscará regulamentar leis do setor e ampliar mercado internacional para produtos brasileiros.


Quatro importantes frentes parlamentares – da Agropecuária, do Biodiesel, do Etanol e da Economia Verde – uniram forças para lançar, nesta quarta-feira (4), a Coalizão dos Biocombustíveis. A iniciativa, lançada na Câmara dos Deputados, tem como objetivo acelerar a regulamentação das leis do setor e abrir mais espaço no mercado internacional para os produtos brasileiros.

O grupo será comandado pelo deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), presidente da Comissão Especial da Câmara sobre Transição Energética. Ele destacou que a coalizão busca congregar esforços para implementar marcos legais já aprovados, como a Lei dos Biocombustíveis, a Lei do Hidrogênio Verde e a Lei dos Combustíveis do Futuro – esta última, relatada por ele, que já soma cerca de R$ 260 bilhões em investimentos previstos.

“Isso casa com um mapa do caminho para que o país vá diminuindo a dependência dos combustíveis fósseis, cada vez mais se apoiando nos biocombustíveis. Gera emprego, cria renda e coloca o Brasil como líder mundial”, afirmou Arnaldo Jardim.

Foco no mercado externo e combate à desinformação

Um dos pilares da coalizão será atuar na promoção internacional dos biocombustíveis brasileiros. O coordenador da Frente do Biodiesel, deputado Alceu Moreira (MDB-RS), explicou que o grupo funcionará como um “termômetro” para a recepção dos produtos no exterior e trabalhará para combater a desinformação sobre a pauta ambiental.

“A coalizão vai viajar o mundo inteiro e trabalhar os mercados... chamando a atenção dos embaixadores para a importância desse setor para nossa economia”, disse Moreira.

Benefícios ambientais e apoio do agro

Durante o lançamento, foram destacados os ganhos ambientais dos biocombustíveis. André Lavor, diretor da Binatural Energias Renováveis, citou que o biodiesel reduz em mais de 80% as emissões de gases de efeito estufa em comparação com o diesel fóssil. Projeções indicam que, ao elevar a mistura para 25% até 2035, mais de 500 milhões de toneladas de CO2 deixariam de ser emitidas.

O setor do agronegócio manifestou apoio imediato. O ex-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Sérgio Souza (MDB-PR), afirmou que a coalizão é essencial para que o Brasil lidere a transição energética global.

deputada Marussa Boldrin (MDB-GO), relatora da lei que criou o Programa de Aceleração da Transição Energética (Paten), ressaltou o papel do Congresso em unir ações para incentivar o consumo dos biocombustíveis nacionais.

conselho deliberativo da nova coalizão será formado pelos presidentes das quatro frentes parlamentares fundadoras, sinalizando uma ação integrada entre as diferentes cadeias produtivas do setor


CÂMARA DOS DEPUTADOS

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