Em discurso de abertura do Ano Judiciário, presidente do CNJ e do STF destacou ações para integridade, proteção às mulheres e enfrentamento ao crime organizado.
Ética, Transparência e Combate à Violência: Fachin Traça Prioridades do CNJ para 2026
O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, delineou as principais frentes de atuação do CNJ para 2026 durante a abertura do Ano Judiciário, realizada nesta segunda-feira (2/2). Em seu discurso, ele destacou o compromisso com a ética, a transparência, o combate à violência contra a mulher e o enfrentamento ao crime organizado como eixos centrais do trabalho do Conselho.
Fachin afirmou que o CNJ seguirá atuando como um "norte" para o aperfeiçoamento institucional do Judiciário, por meio do Observatório de Integridade e Transparência. “Iremos prosseguir nos afazeres do Observatório, colocando o CNJ como norte do aperfeiçoamento institucional do Judiciário no campo da ética e da transparência”, declarou.
Ações Concretas para Proteger Mulheres e Combater o Crime
O ministro anunciou medidas práticas em áreas prioritárias. Para o enfrentamento da violência contra a mulher, destacou a meta de reduzir o prazo de análise das Medidas Protetivas de Urgência para até 48 horas, além do lançamento de um Guia Interinstitucional de Avaliação de Risco e o estímulo à Medida Protetiva Eletrônica.
Sobre o crime organizado, Fachin informou que em março será apresentado um painel nacional sobre a criminalidade e será instituída uma rede nacional de juízes especializados no tema, buscando respostas mais céleres do sistema de Justiça.
Tecnologia a Serviço de uma Justiça Acessível
O presidente do CNJ também reforçou a aposta na transformação digital. Ele defendeu uma gestão de processos eletrônicos que priorize a humanização e a inteligência, com o objetivo de “efetivar a Justiça acessível, transformando o Judiciário pela tecnologia”.
Ao final, Fachin reiterou o papel fundamental da magistratura. “A independência judicial não é um atributo corporativo — é a salvaguarda da democracia e a última proteção do cidadão contra o arbítrio”, concluiu, reafirmando o compromisso de servir à Constituição com transparência e integridade.
CNJ

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