Os moradores de Alto Alegre dos Parecis, município localizado a mais de 500 quilômetros da capital, vão ganhar um canal direto com o Poder Judiciário. O Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) assinou, nesta sexta-feira (13), o contrato para a construção do Fórum Digital na cidade.
A iniciativa representa um avanço significativo para a democratização do acesso à Justiça. Atualmente, cidadãos que precisam de serviços judiciais em municípios que não possuem sede de comarca enfrentam longas viagens até cidades vizinhas. Com o novo modelo digital, essa realidade começa a mudar.
Como vai funcionar
Diferente dos fóruns tradicionais, o Fórum Digital não terá um juiz presencialmente todos os dias. Em vez disso, será um espaço equipado com tecnologia de ponta para conectar a população ao Judiciário de forma remota.
A estrutura contará com:
Salas para audiências por videoconferência, onde cidadãos, advogados e testemunhas poderão participar de julgamentos e reuniões com juízes que estão em outras comarcas;
Atendimento virtual para tirar dúvidas e receber orientações de servidores;
Terminais de consulta processual, permitindo que as pessoas acompanhem seus processos sem precisar sair da cidade;
Suporte para serviços judiciais diversos, como emissão de documentos e protocolo de petições.
Interiorização e modernização
Para o TJRO, a iniciativa é parte de uma política institucional de levar a Justiça a localidades mais distantes dos grandes centros, usando a tecnologia como ponte.
"A implantação do Fórum Digital reforça o compromisso do TJRO com a transformação digital e com a democratização do acesso à Justiça, especialmente em municípios que não possuem sede de comarca", destacou a assessoria do tribunal.
O modelo segue as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para a modernização do Judiciário brasileiro, alinhando inovação tecnológica e eficiência no atendimento à população.
Próximos passos
Com a assinatura do contrato, a próxima etapa é o início das obras, que seguirão o cronograma estabelecido. A expectativa é de que, após a conclusão, o espaço traga mais celeridade aos processos judiciais e evite que moradores precisem se deslocar por dezenas ou centenas de quilômetros para resolver questões básicas junto ao Judiciário.

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