Projeto estadual une esporte e educação, revelando talentos e garantindo bolsas de estudo e contratos esportivos para estudantes da rede pública.
O esporte está transformando o futuro de estudantes de Rondônia. Por meio dos Centros de Treinamento de Desporto Escolar (CTDEs), uma política pública consolidada do estado, jovens atletas conquistam não apenas medalhas, mas também oportunidades de crescimento educacional e profissional.
Dois casos recentes ilustram o sucesso do programa. Amanda Camurça, de 15 anos, treina handebol há quatro anos no CTDE da Escola Major Guapindaia, em Porto Velho. Seu talento rendeu um contrato de produtividade com uma equipe juvenil de Maringá (PR) e uma bolsa de estudos em um colégio particular. Já Victoria Barbosa, de 18 anos, construiu uma trajetória de oito anos no futsal no CTDE de Rolim de Moura. Sua dedicação foi premiada com uma bolsa integral no curso de Educação Física em uma universidade de Aracaju (SE) e uma vaga no time universitário da instituição.
“O CTDE é o ponto de partida da maioria dos atletas. É onde temos a oportunidade de começar a treinar e nos descobrir no esporte”, afirma Amanda. Victoria complementa: “O esporte moldou quem eu sou hoje, me ensinou disciplina, empatia e respeito. O projeto tem o poder de transformar vidas.”
Mais que Medalhas: Educação em Primeiro Lugar
O programa, coordenado pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc), foi criado para integrar treinamento esportivo de alto rendimento com o desempenho escolar. A estrutura garante acompanhamento pedagógico, professores de Educação Física dedicados e recursos para materiais esportivos.
“O CTDE integra educação e esporte de forma planejada. O estudante-atleta se desenvolve no esporte sem comprometer os estudos”, destaca a secretária de educação, Albaniza Oliveira. O governador Marcos Rocha reforça: “O esporte é uma ferramenta essencial de transformação. Os CTDEs fortalecem a permanência do estudante na escola, ampliam oportunidades e revelam talentos.”
Resultados que Inspiram
Os centros já são reconhecidos como projetos de excelência. O CTDE da Major Guapindaia, por exemplo, já levou uma equipe a um campeonato mundial de futsal. “Não é a primeira atleta que assina contrato profissional. É um projeto que colhe frutos consistentes”, afirma o diretor Célio Leandro.
Para os treinadores, a iniciativa é fundamental. “A criação do CTDE é primordial para a formação integral do aluno-atleta”, diz Eduardo Barros, técnico que acompanhou a trajetória de Victoria até o título brasileiro Sub-18.

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