Após mais de 16 horas de júri, Tribunal aceitou integralmente a acusação do MPRO pelo crime ocorrido em 2022, que incluiu motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima.
Porto Velho, RO – Em um julgamento que se estendeu por mais de 16 horas, o Tribunal do Júri de Porto Velho condenou, na quarta-feira (15/10), um sargento da Polícia Militar de 53 anos a 28 anos e 3 meses de prisão pelo feminicídio de sua companheira e pela ocultação do corpo. O crime ocorreu em julho de 2022.
A acusação, conduzida pela promotora de Justiça Joice Gushy Mota Azevedo, do Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), foi integralmente aceita pelo Conselho de Sentença. O caso chocou a região pela brutalidade e pela tentativa do réu de eliminar as evidências do crime.
A Brutalidade do Crime
De acordo com as investigações, após efetuar disparos de arma de fogo contra a vítima, o sargento tentou se desfazer do corpo. Ele lançou a vítima em uma ribanceira no ramal Maravilha, localizado à margem esquerda do Rio Madeira, na tentativa de ocultar o cadáver.
Condenação Abrangente
O júri reconheceu todas as qualificadoras apresentadas pelo MPRO, configurando um crime de extrema gravidade. A sentença considerou:
Feminicídio: Crime cometido contra uma mulher por razões da condição de gênero.
Motivo Torpe: Agravante quando o crime é movido por uma razão moralmente repugnante.
Recurso que Impossibilitou a Defesa da Vítima: Uso de meio cruel que deixou a vítima sem chance de reação.
Ocultação de Cadáver.
Além da pena de prisão, o condenado terá que pagar uma multa.
Um Recado no Enfrentamento à Violência Contra a Mulher
Para a promotora Joice Gushy Mota Azevedo, a condenação vai além da justiça no caso específico. Ela a define como um importante resultado da atuação firme e comprometida do Ministério Público de Rondônia.
"A condenação representa mais um importante resultado da atuação firme e comprometida do Ministério Público de Rondônia na defesa da vida e no enfrentamento à violência contra a mulher", afirmou a promotora.
O caso reforça o rigor da Justiça em crimes de violência doméstica e de gênero, enviando uma mensagem clara sobre a responsabilização dos agressores, independentemente de sua posição social ou profissional.

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