Expectativa para o crescimento da economia (PIB) subiu para 2,17% este ano, enquanto taxa básica de juros deve se manter em 15% por "período prolongado", segundo BC.
Brasil– As instituições financeiras reduziram levemente a expectativa para a inflação oficial de 2025, de 4,72% para 4,70%, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central. Apesar da queda, a projeção ainda permanece acima do limite superior da meta do governo, que é de 4,5%.
Para os próximos anos, as previsões também foram ajustadas para baixo: 4,27% em 2026, 3,83% em 2027 e 3,6% em 2028. A meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.
Juros devem permanecer em patamar elevado
Para controlar a inflação, o Banco Central mantém a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano. De acordo com a última ata do Comitê de Política Monetária (Copom), a intenção é manter os juros nesse patamar "por período bastante prolongado" até que a inflação converja para a meta.
O mercado segue essa orientação em suas projeções. A expectativa é que a Selic encerre 2025 nos atuais 15%, recuando apenas para 12,25% no final de 2026. Para 2027 e 2028, as previsões são de 10,5% e 10%, respectivamente.
Economia brasileira mantém crescimento moderado
Enquanto isso, a projeção para o crescimento da economia brasileira em 2025 teve ligeira alta, passando de 2,16% para 2,17%. Para 2026, a estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) é de 1,8%, seguida de 1,82% em 2027 e 2% em 2028.
O desempenho positivo segue o ritmo de expansão observado no segundo trimestre deste ano, quando o PIB cresceu 0,4%, impulsionado pelos setores de serviços e indústria.
Cenário externo e controle inflacionário
A política de juros altos é o principal instrumento do BC para conter a inflação, mas também tende a frear o crescimento econômico. Taxas elevadas encarecem o crédito, desestimulam o consumo e o investimento, ajudando a controlar os preços mas podendo limitar a expansão da economia.
O cenário econômico externo e indicadores de moderação do crescimento interno são acompanhados de perto pelo Copom para dosar a política monetária.
O dólar deve encerrar 2025 cotado a R$ 5,45, segundo as projeções do mercado, com leve alta para R$ 5,50 no final de 2026.

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