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Encontro entre Lula e Trump na Malásia divide reações entre governo e oposição

 Presidente brasileiro destaca retomada do diálogo com os EUA; aliados de Bolsonaro ironizam a menção ao ex-presidente durante a reunião

              Trump e Lula fazem reunião na Malásia Foto: Ricardo Stuckert/PR

A reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente americano Donald Trump, realizada neste domingo (26) em Kuala Lumpur, na Malásia, gerou ampla repercussão política no Brasil. O encontro, que ocorreu paralelamente à Cúpula de Líderes da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), foi visto como um gesto diplomático relevante por parte do governo, mas provocou reações críticas na oposição.

Entre os aliados de Lula, o diálogo foi interpretado como um sinal de reaproximação entre Brasil e Estados Unidos após anos de tensão nas relações bilaterais. Já parlamentares ligados ao Partido Liberal (PL) aproveitaram o episódio para ironizar o petista, destacando que Trump mencionou o ex-presidente Jair Bolsonaro antes do início da conversa oficial.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou um vídeo em que Trump afirma “sempre ter gostado” de Bolsonaro. Na legenda, escreveu: “Lula encontra Trump e, na mesa, um assunto que claramente o incomoda: Bolsonaro. Imagine o que foi tratado a portas fechadas?” O conteúdo foi compartilhado pelo vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), reforçando o tom provocativo entre os opositores do governo.

Do lado governista, o clima foi de celebração. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que “o Brasil retoma o diálogo com o mundo sob a liderança de um verdadeiro estadista”. Já o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, exaltou o encontro com a mensagem: “Lula, gigante pela própria natureza!”

Em tom conciliador, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), elogiou a iniciativa e disse que “o diálogo e a diplomacia voltaram a ocupar o centro das relações entre Brasil e Estados Unidos”. Ele acrescentou que, quando líderes escolhem dialogar, “a História agradece”.

A reunião ocorreu às 15h30 (horário local), no Centro de Convenções de Kuala Lumpur (KLCC), e foi confirmada pelos dois governos. Entre os temas abordados, estiveram a tarifa de 50% aplicada aos produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos e as sanções impostas a autoridades do país. Trump teria sinalizado a possibilidade de rever as medidas, caso as negociações avancem.

Após o encontro, Lula declarou ter tido uma “ótima reunião” e informou que as conversas sobre tarifas “começam imediatamente”. O gesto foi interpretado como um passo importante para o fortalecimento das relações diplomáticas e comerciais entre os dois países.

Veja reações de políticos ao encontro entre Lula e Trump

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