Evento reuniu estudantes de Direito e comunidade; participantes aprenderam sobre DNA, balística e a importância da prova técnica em investigações
O Ministério Público de Rondônia (MPRO), em parceria com a Polícia Técnico-Científica (Politec), promoveu uma palestra especial sobre perícia criminal na última quarta-feira (6) em Vilhena. O evento aconteceu no auditório da instituição e reuniu acadêmicos de Direito, além de moradores da comunidade interessados no tema.
A atividade foi coordenada pelo promotor de Justiça Rodrigo Leventi Guimarães, da Promotoria de Justiça de Vilhena, e teve como objetivo mostrar na prática como a ciência ajuda a desvendar crimes.
Para que serve a perícia criminal?
Durante a palestra, especialistas explicaram que a perícia criminal é essencial para transformar vestígios — aqueles pequenos indícios deixados em uma cena de crime — em provas concretas. Essas provas técnicas servem para:
Comprovar que um delito realmente aconteceu
Identificar quem são os autores
Auxiliar juízes e promotores na tomada de decisões
Os palestrantes ressaltaram que, sem a perícia, muitos crimes ficariam sem solução ou dependeriam exclusivamente de testemunhas, o que nem sempre é confiável.
Simulação de homicídio prende a atenção
Para tornar o aprendizado mais dinâmico, os organizadores criaram uma simulação de cena de homicídio. Os participantes puderam entender, na prática, como os peritos analisam cada detalhe para identificar qualificadoras — ou seja, circunstâncias que podem tornar um crime mais grave, como motivo torpe ou uso de meio cruel.
A atividade mostrou que, em crimes dolosos contra a vida (quando há intenção de matar), a perícia é fundamental para esclarecer o que realmente aconteceu.
O que foi ensinado aos participantes
Entre os principais temas abordados na palestra, estavam:
Produção da prova material: a importância de laudos periciais em crimes que deixam vestígios, como homicídios, acidentes de trânsito e crimes ambientais
Técnicas de identificação: análise de DNA, impressões digitais (papiloscopia) e exames balísticos para relacionar suspeitos à cena do crime
Imparcialidade da perícia: as conclusões técnicas são baseadas em evidências, não em suposições ou achismos
Confissão não substitui perícia: mesmo que um suspeito confesse o crime, a lei exige exames técnicos quando o delito deixa vestígios
Perícia vai além dos crimes violentos
Os palestrantes também mostraram que o trabalho da Polícia Técnico-Científica não se limita a homicídios. A perícia atua em diversas áreas, como:
Crimes contra a vida (homicídios, latrocínios)
Fraudes e falsificações
Roubos e furtos
Crimes ambientais (desmatamento, queimadas, poluição)
Em cada um desses casos, os vestígios deixados no local ajudam a contar a verdade dos fatos.
Atividade prática encerra o evento
Para fechar a programação, os estudantes tiveram a oportunidade de participar de uma atividade prática. Eles puderam aplicar os conhecimentos recém-adquiridos, simulando a atuação de peritos criminais em situações reais.
A iniciativa foi bem avaliada pelos participantes, que saíram do evento com uma visão mais clara sobre como a ciência e o direito caminham juntos na busca pela justiça.
Importância da parceria entre MPRO e Politec
A parceria entre o Ministério Público e a Polícia Técnico-Científica é considerada estratégica para fortalecer as investigações em Rondônia. Eventos como esse ajudam a formar futuros operadores do direito mais conscientes sobre o valor da prova técnica.
A palestra em Vilhena faz parte de um esforço contínuo de aproximar a academia e a comunidade do trabalho realizado pelas instituições de justiça e segurança pública.

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