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MP fiscaliza uso de celulares em escolas de Porto Velho; lei proíbe aparelhos na sala de aula

MPRO apura cumprimento da lei que proibe uso de celulares nas escolas de Porto Velho — Foto: Ministério Público de Rondônia

Ministério Público de Rondônia investiga denúncias de descumprimento, incluindo vídeos em redes sociais e suposto tratamento desigual entre alunos.


Porto Velho (RO) – O Ministério Público de Rondônia (MPRO) abriu fiscalização para verificar se as escolas públicas e particulares de Porto Velho estão cumprindo a lei que proíbe o uso de celulares e outros dispositivos eletrônicos por estudantes durante as aulas, recreios e intervalos.

A medida, que vale para toda a educação básica, foi instituída pela Lei Federal nº 15.100, de 13 de janeiro de 2025. O objetivo da legislação é proteger a saúde mental, física e emocional de crianças e adolescentes, reduzindo a exposição excessiva às telas no ambiente escolar.

Investigações separadas por rede de ensino

O MPRO abriu procedimentos distintos para apurar a situação em cada rede:

  • Escolas estaduais: além do cumprimento da lei, o órgão investiga uma denúncia sobre vídeos gravados dentro das unidades de ensino e publicados em redes sociais como TikTok, sem finalidade pedagógica ou institucional. Há ainda suspeita de uso indevido de imagens de alunos.

  • Escolas municipais: a Promotoria também solicitará relatórios sobre as regras internas, formas de fiscalização e punições aplicadas em caso de descumprimento.

  • Escolas particulares: primeiro, as instituições deverão informar quais medidas adotaram para cumprir a lei. Depois, os conselhos de educação enviarão relatórios com dados individualizados de cada escola.

Denúncia específica: acesso negado por motivo de saúde

Um dos casos que chamou a atenção do Ministério Público envolve uma estudante que teria sido impedida de usar o celular em uma situação relacionada à saúde, enquanto outros alunos teriam recebido autorização para usar o aparelho em situações sem justificativa clara.

O MPRO pediu que a ocorrência seja investigada para que possíveis erros ou discriminações sejam identificados e corrigidos.

Prazos para as escolas

  • Redes municipal e estadual: as escolas terão 20 dias para enviar relatórios detalhados ao MPRO, incluindo regras internas, formas de fiscalização e medidas adotadas contra o descumprimento da lei.

  • Rede particular: após as instituições enviarem suas informações, os conselhos de educação terão prazo para consolidar e encaminhar os dados ao órgão.

Segundo o MPRO, o objetivo é acompanhar na prática como a regra está sendo aplicada e evitar falhas no controle do uso de celulares dentro das escolas.

O que diz a Prefeitura de Porto Velho?

Em nota, a Prefeitura de Porto Velho afirmou que não há registros de descumprimento da lei federal nas escolas da rede municipal. Segundo o município, o uso de celulares já não fazia parte da rotina escolar antes mesmo da legislação, principalmente por causa da faixa etária dos estudantes.

A prefeitura acrescentou que equipes gestoras e pedagógicas seguem orientações para garantir o cumprimento da norma e conscientizar os alunos sobre o uso adequado de aparelhos eletrônicos no ambiente escolar.

O que diz o Governo de Rondônia?

O g1 entrou em contato com o Governo do Estado para comentar as investigações nas escolas estaduais, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Por que a lei foi criada?

A Lei nº 15.100/2025 é uma resposta ao crescente debate sobre os efeitos do uso excessivo de telas na infância e adolescência. Estudos apontam que o celular em sala de aula pode prejudicar:

  • A concentração e o desempenho acadêmico

  • A interação social entre os alunos

  • A saúde mental, com aumento de ansiedade e dependência digital

A lei permite o uso do aparelho apenas em situações específicas, como emergências, por orientação médica ou para fins pedagógicos estritamente definidos pelo professor.

Próximos passos da fiscalização

Após receber os relatórios das escolas e conselhos de educação, o Ministério Público de Rondônia deverá analisar as informações e, se necessário, adotar medidas legais para garantir o cumprimento da lei, incluindo recomendações, termos de ajustamento de conduta ou até ações judiciais contra instituições que insistirem em descumprir a norma.


Fontes: g1 RO / Ministério Público de Rondônia (MPRO) / Prefeitura de Porto Velho
Data: 13 de maio de 2026 (atualizado em 14 de maio de 2026)

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