A suspensão das exportações de carne bovina de três frigoríficos brasileiros para a China possui caráter temporário e preventivo, informou a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes. A medida foi adotada pelas autoridades sanitárias chinesas após a identificação de resíduos considerados incompatíveis com as exigências sanitárias do país asiático.
Segundo a entidade, o assunto está sendo tratado tecnicamente entre os governos do Brasil e da China, com o objetivo de restabelecer o mais rapidamente possível a normalidade das operações comerciais.
Medida busca garantir rastreabilidade
Em nota oficial, a Abiec explicou que a suspensão tem como finalidade permitir a rastreabilidade da matéria-prima utilizada nos lotes exportados e a adoção das medidas técnicas necessárias pelas empresas envolvidas e pelos órgãos de fiscalização.
As unidades afetadas pertencem às empresas:
- JBS, em Pontes e Lacerda (MT);
- Prima Foods, em Araguari (MG);
- Frialto, em Matupá (MT).
A decisão foi tomada pela Administração Geral das Alfândegas da China, que apontou a presença de resíduos de acetato de medroxiprogesterona em cargas destinadas ao mercado chinês. A substância é utilizada na medicina veterinária, porém não é permitida pela legislação sanitária da China.
Exportações seguem normalmente
A Abiec destacou que o Brasil mantém um dos sistemas de controle sanitário mais rigorosos do mundo, com monitoramento permanente da cadeia produtiva e fiscalização realizada pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF).
A entidade ressaltou ainda que os demais frigoríficos habilitados continuam exportando normalmente para o mercado chinês, sem qualquer restrição adicional.
Atualmente, 63 frigoríficos brasileiros possuem autorização para exportar carne bovina à China, principal destino da proteína brasileira no exterior.
China é principal compradora da carne bovina brasileira
Dados do setor apontam que, somente no último ano, a China importou cerca de 1,7 milhão de toneladas de carne bovina do Brasil, movimentando aproximadamente US$ 8,8 bilhões em negócios.
Especialistas avaliam que, por se tratar de uma suspensão pontual e preventiva, os impactos sobre o fluxo geral das exportações brasileiras tendem a ser limitados, desde que as questões sanitárias sejam esclarecidas dentro dos protocolos estabelecidos entre os dois países.
Fonte: Adaptado de reportagem do Estadão

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