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Lula reforça compromisso em conter alta do diesel e critica conflitos no Oriente Médio



Em entrevista concedida nesta quarta-feira (1º) à TV Cidade, do Ceará, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a manifestar preocupação com os reflexos das tensões geopolíticas no mercado de combustíveis e garantiu que o governo federal está disposto a adotar todas as medidas necessárias para evitar aumentos excessivos no preço do diesel no Brasil.

Durante a conversa, Lula criticou a escalada dos conflitos envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel. Para o presidente, a guerra tem motivações políticas desnecessárias e gera impactos globais, como o bloqueio de rotas comerciais estratégicas, o que já provoca escassez e elevação dos preços dos combustíveis. “Os EUA se meteram a fazer uma guerra desnecessária no Irã, alegando que o Irã estava tentando fazer arma nuclear, o que é mentira”, afirmou.

O chefe do Executivo destacou que o Brasil importa cerca de 30% do diesel consumido internamente, o que torna o país vulnerável às oscilações internacionais. Para minimizar os efeitos no bolso do consumidor, Lula citou ações já adotadas pelo governo, como a redução das alíquotas de PIS/Cofins, o que representa uma queda de aproximadamente R$ 0,32 por litro. Ele acrescentou que também houve articulação com governadores para evitar aumentos no ICMS.

Apesar das medidas, o presidente reconheceu que ainda há resistências. Ele mencionou que agentes do setor tentam repassar aumentos de forma especulativa e afirmou que determinou ações rigorosas de fiscalização. “A minha ordem é fiscalizar estrada, posto de gasolina e distribuidora”, disse, acrescentando que o governo está disposto a recorrer a instâncias penais contra práticas abusivas.

Lula também mencionou o acordo em negociação com os estados para a criação de um programa de subvenção ao diesel importado. A proposta prevê o compartilhamento dos custos entre União e governos estaduais, com o objetivo de garantir estabilidade nos preços. “Nós vamos ter que colocar alguém na cadeia”, afirmou, em tom firme, ao reforçar a necessidade de coibir ilegalidades.

O presidente encerrou a entrevista reiterando o compromisso do governo em fazer “todo e qualquer sacrifício” para conter a alta do diesel e assegurar que os reflexos do cenário internacional não penalizem ainda mais os consumidores brasileiros.

Fonte: Com informações de Geovani Bucci e Gabriel Hirabahasi, para o Estadão.

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