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Inflação de Fevereiro Acelera para 0,70% Puxada por Reajuste de Mensalidades Escolares

 

IPCA fechou fevereiro com alta de 0,70%, segundo o IBGE Foto: Hélvio Romero/Estadão

Índice oficial de preços registra alta acima do mês anterior, com educação e alimentação entre os principais vilões do bolso do consumidor

A inflação oficial do Brasil acelerou em fevereiro, registrando uma alta de 0,70% no mês, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice, que veio acima do verificado em janeiro, foi fortemente impactado pelo tradicional reajuste das mensalidades escolares em todo o país.

O grupo Educação foi o principal responsável pela aceleração da inflação no período. Com o início do ano letivo, as escolas particulares costumam reajustar seus valores, e fevereiro concentra a maior parte desse efeito nos índices de preços. Além dos cursos formais, itens como cursos técnicos e de idiomas também pressionaram o orçamento das famílias.

Outro grupo que contribuiu significativamente para o índice de 0,70% foi o de Alimentação e bebidas. Itens de consumo diário, como o café moído, o leite longa vida e as carnes, continuaram em trajetória de alta em diversas capitais, impactando especialmente a população de baixa renda, que compromete maior parcela do salário com itens básicos.

O resultado de fevereiro acende um alerta para o acumulado do ano e para a meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Embora o índice ainda esteja dentro das projeções do mercado para o período, a aceleração em relação a janeiro reforça a necessidade de monitoramento cuidadoso por parte do Banco Central, especialmente na definição da taxa básica de juros, a Selic.

Para as famílias, o cenário exige planejamento. Os reajustes escolares, por serem anuais e previsíveis, pedem que os gastos com educação sejam incluídos no orçamento de longo prazo. Já com os alimentos, a saída muitas vezes passa pela pesquisa de preços entre diferentes estabelecimentos e pela substituição de itens mais caros por similares mais em conta.

Fonte: Com informações do IBGE e da análise publicada no portal MSN.

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