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Escuta qualificada e sigilo: Ouvidoria da Mulher amplia proteção no Judiciário do Piauí

Canal recebe denúncias, orientações e pedidos de ajuda de forma humanizada; atendimento pode ser feito por telefone, WhatsApp, e-mail ou formulário online.

O Tribunal de Justiça do Piauí (TJPI) conta com um canal especializado para acolher mulheres em situação de vulnerabilidade: a Ouvidoria da Mulher. Criada para ser um espaço de escuta sensível e orientação qualificada, a iniciativa integra a Política Institucional de Promoção da Igualdade de Gênero e de Enfrentamento à Violência contra a Mulher.

O objetivo principal é oferecer um atendimento humanizado para mulheres que enfrentam situações de violência, discriminação ou qualquer tipo de violação de seus direitos fundamentais. Pelo canal, é possível registrar denúncias, fazer sugestões, solicitar informações ou até mesmo enviar elogios sobre os serviços da rede de proteção.

Como funciona o atendimento

A Ouvidoria da Mulher atua como uma ponte entre a cidadã e os órgãos competentes. Isso significa que, além de ouvir e orientar, o serviço encaminha as demandas para as instituições responsáveis por cada caso, garantindo que a mulher não fique desamparada.

Todo o atendimento é realizado com sigilo e responsabilidade, priorizando o acolhimento e a sensibilidade necessários para lidar com situações tão delicadas. A mulher pode buscar ajuda de forma presencial ou remota, por diferentes canais de comunicação.

Canais disponíveis

Para facilitar o acesso e garantir que nenhuma mulher fique sem apoio, a Ouvidoria disponibiliza múltiplos canais de contato:

  • Telefone: (86) 3218-0896

  • WhatsApp: (86) 9 8156-7974

  • E-mail: ouvidoria@tjpi.jus.br

  • Formulário eletrônico: disponível no site oficial da Ouvidoria do TJPI

A diversidade de canais permite que as mulheres busquem orientação de forma segura e prática, inclusive sem precisar sair de casa, o que é fundamental em casos de violência doméstica, onde o deslocamento pode representar um risco.

Mais que um canal, um espaço de acolhimento

Para a ouvidora da mulher, desembargadora Maria do Rosário de Fátima Martins Leite Dias, o serviço vai além do simples registro de reclamações. "A Ouvidoria da Mulher é um espaço de escuta qualificada e de acolhimento. Nosso compromisso é garantir que cada mulher seja orientada, respeitada e tenha acesso aos seus direitos, contribuindo para o fortalecimento da justiça, da cidadania e da proteção integral da mulher", destacou.

A desembargadora reforça que o papel da Ouvidoria é assegurar que nenhuma mulher fique sem resposta ou sem direcionamento quando busca ajuda.

Informação e prevenção

Além do atendimento individual, a Ouvidoria da Mulher também atua na disseminação de informações sobre os direitos das mulheres e no fortalecimento de políticas públicas de prevenção à violência de gênero. O trabalho é realizado em parceria com instituições e órgãos da rede de apoio, promovendo uma atuação articulada e eficiente.

Uma das ferramentas disponíveis é a Cartilha da Ouvidoria da Mulher, que reúne informações essenciais sobre direitos, serviços e procedimentos. O material pode ser acessado online e serve como guia tanto para mulheres que buscam ajuda quanto para quem deseja compreender melhor a rede de proteção.

Compromisso com a equidade

A iniciativa reforça o compromisso do Judiciário piauiense com a construção de uma Justiça cada vez mais comprometida com a equidade de gênero. Ao oferecer um canal especializado e humanizado, o tribunal contribui para que as mulheres se sintam seguras para denunciar violações e buscar seus direitos.

A Ouvidoria da Mulher do TJPI é, assim, uma ferramenta essencial na luta contra a violência de gênero e na promoção da cidadania feminina no estado do Piauí.

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