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CPMI do INSS conclui trabalhos com pedido de indiciamento de 216 pessoas

Relatório final aponta esquema organizado de descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas
Brasília (DF) – Após sete meses de investigações, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS entrou na reta final de seus trabalhos nesta sexta-feira (27). O relatório final, que tem cerca de 4 mil páginas, será lido e votado pelos parlamentares e propõe o indiciamento de 216 pessoas, entre elas parlamentares, ex-ministros e ex-dirigentes do instituto e da Dataprev.

O documento, elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar (União-AL), aponta que os crimes ocorriam "de modo profissional e divididos em núcleos atuantes de forma coordenada". Entre os principais delitos descritos estão organização criminosa, estelionato, falsidade ideológica, fraude eletrônica e prevaricação.
Entre os citados estão filho de Lula e ex-ministros

A lista de pedidos de indiciamento inclui nomes de grande repercussão. Estão entre os citados o banqueiro Daniel Vorcaro, o empresário Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o ex-ministro do Trabalho e Previdência José Carlos Oliveira — atualmente conhecido como Ahmed Mohamad Oliveira — que comandou a pasta no governo Jair Bolsonaro.

Também constam no relatório o ex-ministro da Previdência Carlos Lupi, que atuou no governo atual, além da deputada Gorete Pereira (MDB-CE), o ex-deputado Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e o senador Weverton (PDT-MA).
Votação pode se estender até o fim de semana

A reunião para leitura e votação do relativo começou nesta sexta-feira (27), mas o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que os trabalhos durarão "o tempo necessário" e poderão se estender pela madrugada. Caso não haja consenso, uma nova reunião pode ser convocada para sábado (28).

"Vamos com a leitura até o final. Se houver a possibilidade de votarmos um relatório comum, será muito bom. Caso haja destaques que, embora não estejam previstos, não estão proibidos, vamos discuti-los. Vamos buscar o equilíbrio e o diálogo entre os dois lados, sempre com interesse na investigação", afirmou o senador.a

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