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Conflito no Oriente Médio se intensifica: Irã ataca Israel em meio a negociações incertas

 

Equipes de emergência israelenses se reúnem no local de um ataque de míssil iraniano em Tel-Aviv. Foto: Jack Guez/AFP


No 25º dia da escalada militar entre Estados Unidos, Israel e Irã, a região voltou a registrar confrontos diretos de grande intensidade. Na madrugada desta terça-feira (24), o Irã lançou múltiplas ondas de mísseis contra território israelense, com impactos confirmados no norte do país e no centro de Tel-Aviv.

Em um dos ataques mais significativos, um míssil equipado com uma ogiva de 100 quilos atingiu uma rua movimentada na capital israelense, danificando um edifício residencial e causando pânico entre a população. Imagens de equipes de emergência no local mostraram janelas estilhaçadas e uma densa nuvem de fumaça sobre a cidade.

Os ataques ocorrem apesar de declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que seu governo estava em negociações com a República Islâmica para encerrar o conflito. Trump também teria adiado um prazo dado ao Irã para reabrir o Estreito de Ormuz à navegação internacional. No entanto, Teerã negou categoricamente que qualquer tipo de negociação tenha ocorrido.

Israel mantém ofensiva no Líbano

Enquanto os mísseis iranianos atingiam solo israelense, as forças de Israel continuavam seus bombardeios contra alvos no Líbano. Aviões militares israelenses realizaram ataques contra os subúrbios ao sul da capital Beirute, resultando na morte de pelo menos duas pessoas e deixando outras cinco feridas, segundo balanço preliminar do Ministério da Saúde libanês.

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou que as operações militares seguirão seu curso independentemente dos movimentos diplomáticos em andamento. “Ainda há mais por vir”, declarou o premiê, sinalizando que os ataques contra o Irã e seus aliados na região devem prosseguir.

Ataque no Iraque eleva tensão

A escalada também se estendeu ao Iraque. Um ataque na província de Anbar, no oeste do país, matou um comandante e 14 combatentes da aliança paramilitar Hashed al-Shaabi, também conhecida como Forças de Mobilização Popular (PMF). O grupo atribuiu a ação aos Estados Unidos, classificando-a como um “ataque traiçoeiro” contra seu quartel-general na região.

A ação no Iraque amplia o raio do conflito e acende alertas sobre a possibilidade de uma guerra regional mais ampla, envolvendo diretamente os interesses das potências ocidentais e as milícias aliadas ao Irã.

Diplomacia em xeque

Em meio ao agravamento das hostilidades, os EUA anunciaram uma pausa temporária de cinco dias nos ataques contra a infraestrutura do Irã, o que foi interpretado por analistas como uma tentativa de abrir espaço para negociações. No entanto, a falta de confiança entre as partes e a continuidade dos ataques por Teerã e Israel colocam em xeque qualquer avanço diplomático de curto prazo.

O Senado dos Estados Unidos, por sua vez, confirmou Markwayne Mullin como o novo secretário de Segurança Interna, em meio a um cenário de crescente pressão sobre a administração Trump para definir uma estratégia clara para a crise no Oriente Médio.


Fonte: Com informações de agências internacionais e correspondentes no Oriente Médio.

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