Projeto de lei aprovado na Assembleia Legislativa reconhece tradição presente em escolas e comunidades como parte da identidade rondoniense
Porto Velho (RO) – A música que embala desfiles, competições e forma gerações de jovens nas escolas de Rondônia acaba de ganhar um reconhecimento histórico. Foi aprovado na Assembleia Legislativa o projeto de lei que declara as Bandas Musicais e Fanfarras Civis como Patrimônio Cultural Musical Imaterial do estado.
A proposta, de autoria do deputado estadual Eyder Brasil (PL), valoriza uma tradição profundamente enraizada em diversas cidades de Rondônia, onde fanfarras e bandas desempenham papel fundamental na formação de crianças e adolescentes.
Experiência pessoal do autor
A motivação para o projeto veio de uma vivência pessoal do parlamentar. Eyder Brasil integrou fanfarra quando mais jovem e afirma que a experiência deixou marcas positivas em sua trajetória.
“Eu tive a oportunidade de participar de fanfarra quando era mais novo e sei o quanto isso marca a gente. Não é só sobre música. É sobre aprender disciplina, amizade, respeito e trabalho em equipe. Por isso, esse projeto tem um significado muito especial para mim”, destacou o deputado.
Mais que entretenimento: formação cidadã
O reconhecimento das bandas e fanfarras como patrimônio cultural vai além do aspecto artístico. Esses grupos, frequentemente vinculados a escolas estaduais e municipais, atuam como verdadeiros núcleos de formação cidadã. Por meio da prática musical, os jovens desenvolvem senso de coletividade, responsabilidade e pertencimento.
Com a aprovação da lei, a expectativa é que haja um estímulo à preservação e ao fortalecimento dessas tradições. A medida também amplia o reconhecimento das escolas, associações e grupos que mantêm viva a prática das bandas e fanfarras em todo o território rondoniense.
Patrimônio imaterial
O título de patrimônio cultural imaterial é destinado a práticas, expressões e saberes que fazem parte da identidade de um povo. Ao conceder essa distinção às bandas e fanfarras, o estado de Rondônia reconhece a importância desses grupos para a construção da memória coletiva e para a transmissão de valores às novas gerações.

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