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Relatório aponta nova queda da projeção de inflação para 2025

 

Banco Central espera que o IPCA some 4,6% em 2025 e 3,6% em 2026 Foto: Rafael Neddermeyer/Estadão

Porto Velho, RO — A nova edição do Relatório Focus, divulgada nesta segunda-feira, trouxe um movimento importante nas expectativas do mercado financeiro: a projeção mediana para o IPCA de 2025 recuou de 4,55% para 4,46%, marcando a primeira vez, desde dezembro de 2024, que a estimativa fica abaixo do teto da meta de inflação. Há um mês, essa mesma projeção era de 4,70%.

Entre as previsões atualizadas nos últimos cinco dias úteis — consideradas as mais sensíveis ao noticiário econômico recente — a mediana também caiu, repetindo o movimento: de 4,55% para 4,46%.

Para 2026, a projeção geral do IPCA permaneceu estável em 4,20%, enquanto as estimativas mais recentes recuaram ligeiramente para 4,19%. Há um mês, o mercado previa 4,27%.

Esses números se aproximam das projeções do Banco Central, que estima inflação de 4,6% em 2025 e 3,6% em 2026, conforme sinalizado no último comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom). Para o horizonte relevante — o segundo trimestre de 2027 — o BC calcula uma inflação acumulada em 12 meses de 3,3%.

Meta contínua exige atenção

Desde este ano, o regime de metas passou a ser contínuo, com centro em 3% e intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Se o IPCA permanecer fora dessa faixa por seis meses seguidos, o BC deve justificar o descumprimento da meta — algo que ocorreu após a divulgação do índice de junho. Na carta aberta publicada em julho, a autoridade monetária projetou queda da inflação para abaixo de 4,50% no fim do 1º trimestre de 2026.

As expectativas de inflação para 2027 e 2028 permaneceram em 3,80% e 3,50%, respectivamente.


Juros: mercado mantém previsões para a Selic

O Focus também mostrou estabilidade nas projeções para a taxa básica de juros. A mediana para a Selic ao fim de 2025 foi mantida em 15% pela 21ª semana consecutiva. Entre as previsões mais recentes, também não houve alteração.

Para 2026, a estimativa permaneceu em 12,25%, embora o grupo de projeções atualizadas nos últimos dias tenha mostrado leve queda para 12,13%. Já as expectativas para 2027 e 2028 seguiram inalteradas, em 10,50% e 10,00%, respectivamente.

Na decisão mais recente, o Copom manteve a Selic em 15% pela terceira vez seguida e reforçou que pretende sustentar esse patamar por um período prolongado. Ainda assim, o colegiado voltou a afirmar que continua vigilante e poderá retomar o ciclo de ajuste “caso julgue necessário”.


PIB: crescimento projetado segue estável

As expectativas para a economia brasileira também mostraram pouca variação. O mercado manteve a projeção de crescimento do PIB em 2025 em 2,16%, praticamente o mesmo nível de um mês atrás (2,17%). Considerando apenas previsões mais recentes, a estimativa recuou levemente para 2,15%.

No Relatório de Política Monetária do terceiro trimestre, o Banco Central reduziu sua estimativa para 2024, de 2,1% para 2,0%, apontando incertezas decorrentes do aumento de tarifas de importação pelos Estados Unidos e sinais de perda de ritmo da economia brasileira no terceiro trimestre. Segundo o BC, a revisão foi parcialmente compensada por projeções mais fortes para o setor agropecuário e para a indústria extrativa.

As projeções para os anos seguintes também ficaram estáveis: 1,78% para 2026, 1,88% para 2027 e 2,00% para 2028, este último mantido há 88 semanas.


Dólar: projeções permanecem próximas ao patamar atual

O Focus mostrou ligeira oscilação na projeção da taxa de câmbio para o fim de 2025, que passou de R$ 5,41 para R$ 5,40. Para 2026, 2027 e 2028, o mercado manteve as expectativas em R$ 5,50, sem alterações relevantes nas últimas semanas.

Desde 2020, o Focus publica a estimativa de câmbio com base na média prevista para o mês de dezembro, e não mais no valor projetado para o último dia útil do ano.


Fonte: Estadão 

Edição: Rondoniana Rede – Porto Velho (RO), 17 de novembro de 2025.

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