Os outros 43% permanecem destinados às ações de utilidade pública, que incluem campanhas fundamentais, como as de vacinação conduzidas pelo Ministério da Saúde e a divulgação de orientações sobre o FGTS, incluindo as regras do saque-aniversário.
O cenário representa uma mudança relevante em relação ao passado: em 2015, por exemplo, 70% da verba era utilizada para campanhas de utilidade pública. Já no último ano da gestão Bolsonaro, em 2022, a propaganda institucional ocupou 50,6% do orçamento.
Aumento na Secom e foco digital
Em 2025, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) recebeu um reforço superior a R$ 116 milhões, o que consolidou a ampliação do investimento em campanhas voltadas a divulgar marcas, programas e mensagens do governo federal.
O levantamento sobre os números atuais mostra que as ações de comunicação somam R$ 1,54 bilhão. Desse total:
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R$ 661,6 milhões são destinados a campanhas de utilidade pública em diversos ministérios;
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R$ 876,8 milhões correspondem à comunicação institucional administrada diretamente pela Secom.
A secretaria, hoje comandada por Sidônio Palmeira, tem priorizado estratégias digitais, incluindo a contratação de influenciadores e a expansão de conteúdos audiovisuais. O órgão prepara ainda um novo contrato de comunicação digital estimado em R$ 100 milhões por ano, prevendo a produção de aproximadamente 3 mil vídeos anuais apenas para as redes sociais. Entre eles, 576 vídeos “com apresentador”, que devem custar mais de R$ 12 milhões ao ano.
Também estão previstas novas frentes, como criação de podcasts, videocasts e conteúdos específicos para plataformas de alta circulação.
Ações que geram repercussão
O novo formato pode ser observado em publicações como a que foi ao ar no final de setembro nos perfis oficiais “gov.br”. No vídeo, o apresentador João Kléber utiliza seu característico “teste de fidelidade” para comparar ações dos governos Lula e Donald Trump — conteúdo que gerou grande repercussão nas redes.
Ampliação pela Esplanada
O movimento de reforço na comunicação não se limita ao Palácio do Planalto. O Ministério da Fazenda, comandado por Fernando Haddad, pleiteia um orçamento de R$ 120 milhões para contratar serviços de assessoria de imprensa, publicidade e conteúdos digitais. A pasta afirma que a verba é necessária para divulgar iniciativas como a Reforma Tributária, o Plano de Transformação Ecológica e mudanças nas apostas de quota fixa.
Secom nega uso político
Em nota, a Secom rejeitou qualquer interpretação de uso político dos recursos e afirmou que a comunicação institucional serve para informar a população sobre serviços e políticas públicas. Segundo o órgão:
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Ações de utilidade pública têm caráter educativo e visam orientar comportamentos que impactam a qualidade de vida da população, como campanhas de vacinação.
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Ações de comunicação institucional divulgam políticas públicas, direitos do cidadão e serviços disponíveis, além de reforçarem a transparência das entregas do governo.
A secretaria também declarou que o conteúdo não possui relação com o calendário eleitoral.
Fonte: Folha de S. Paulo
Foto: enfoquebusiness
Por Rondoniana Rede – Porto Velho (RO)

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