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Professor brasileiro vence 1º prêmio da UNESCO por pesquisas sobre ética na inteligência artificial

Virgílio Almeida, da UFMG, foi reconhecido por seus estudos sobre governança de redes e regulamentação de IA; premiação celebra uso ético da tecnologia.

Brasileiro é destaque em premiação internacional da UNESCO por pesquisas sobre ética em inteligência artificial

O professor Virgílio Almeida, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), foi um dos vencedores da primeira edição do Prêmio UNESCO-Uzbequistão para Pesquisa Científica sobre Ética na Inteligência Artificial. A honraria reconhece suas contribuições acadêmicas sobre governança da internet, algoritmos e políticas de regulamentação de IA no Brasil e no mundo.

Com uma trajetória que inclui participação ativa na criação do Marco Civil da Internet, Almeida atuou como secretário nacional de Políticas de Informática do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Na época, suas contribuições ganharam ainda mais relevância diante das revelações sobre esquemas de vigilância digital envolvendo o governo norte-americano, que incluíam a espionagem de autoridades e empresas brasileiras.

"O prêmio reflete o compromisso do governo brasileiro com a governança inclusiva e com o uso ético e responsável da inteligência artificial", afirmou o Ministério das Relações Exteriores, que indicou o professor para a premiação.

Atualmente, Almeida integra o projeto "IA Responsável" na Universidade de São Paulo, iniciativa que investiga dimensões técnicas, sociais, legais e institucionais do setor. Seu trabalho na UFMG começou em 2012, focando no estudo de redes e seus impactos sociais.

A premiação - batizada de Prêmio Beruniy em homenagem ao cientista persa Abu Rayhan al-Biruni - também reconheceu pesquisadoras da American University of Paris e o Instituto para Governança Internacional da Inteligência Artificial da Universidade de Tsinghua, na China.

A conquista do professor brasileiro destaca a contribuição do país para o desenvolvimento de frameworks éticos que orientarão o futuro da inteligência artificial global, assegurando que a tecnologia sirva ao desenvolvimento socioeconômico e ao bem-estar da humanidade.


Fonte: Agencia Brasil

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