Segundo a Defesa Civil de Santa Catarina, 33 cidades já registraram ocorrências relacionadas ao temporal. Mais de 800 residências foram atingidas, resultando em 273 pessoas desalojadas e 19 desabrigadas, sendo quase metade delas em Balneário Barra do Sul.
Luiz Alves registra maior volume de chuva
O município de Luiz Alves foi o mais prejudicado, acumulando 140 milímetros de chuva em apenas seis horas na segunda-feira (24). No balanço das 24 horas entre domingo (23) e segunda, o volume ultrapassou 180 milímetros, provocando alagamentos, deslizamentos, queda de árvores e bloqueio de vias.
Diante do cenário, as aulas das redes estadual e municipal foram suspensas até esta terça-feira (25). Unidades Básicas de Saúde também chegaram a interromper o atendimento, retomado parcialmente nesta manhã — com exceção da UBS do bairro Canoas.
A prefeitura instalou um abrigo temporário na Escola Municipal Paulina Regina Weber Köhler, no bairro Vila do Salvo, e iniciou campanha para arrecadação de água mineral, produtos de higiene e materiais de limpeza.
O governador Jorginho Mello (PL) e o secretário estadual de Proteção e Defesa Civil, Mário Hildebrandt, estiveram no município para avaliar os danos e articular medidas de apoio.
Balneário Barra do Sul registra mais de 200 pontos de alagamento
Outro município severamente atingido foi Balneário Barra do Sul, que acumulou cerca de 160 milímetros de chuva em 24 horas. A prefeitura relatou mais de 200 ruas alagadas e 80 ocorrências de emergência, incluindo desobstrução de vias e atendimento à população. As aulas também foram suspensas.
Outras cidades seguem em alerta
Em São João do Itaperiú, apesar de registrar mais de 109 milímetros de chuva em um dia, não houve desabrigados ou desalojados. Os principais danos foram constatados em áreas rurais e estruturas afastadas das residências.
Municípios como Ibirama, Lontras e Petrolândia também foram severamente afetados por uma forte chuva de granizo, que destruiu telhados, danificou plantações e trouxe prejuízos ao setor agrícola. Com apoio do governo estadual, materiais como telhas estão sendo distribuídos para reparos emergenciais.
Outras cidades — entre elas Seara, Herval d’Oeste, Rio das Antas, Vitor Meireles, Massaranduba, Fraiburgo e Cunha Porã — aguardam análise para possível reconhecimento oficial do estado de emergência.

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