Promotora Tânia Garcia destacou em capacitação do Programa Mulher Protegida que combate à violência de gênero exige mudança cultural, com informação e acolhimento desde a infância.
Educação desde a infância é a chave para erradicar a violência contra a mulher, defende MPRO em capacitação
Promotora de Justiça Tânia Garcia durante palestra no evento — Foto: Divulgação/MPRO
A educação como instrumento de transformação social foi o centro do debate na 5ª Capacitação do Programa Mulher Protegida, realizada em Porto Velho. O Ministério Público de Rondônia (MPRO), representado pela promotora de Justiça Tânia Garcia, reforçou que ensinar igualdade de gênero e direitos humanos desde a infância é um passo fundamental para romper os ciclos de violência doméstica.
O evento, promovido pela Secretaria de Estado de Assistência Social (SEAS), reuniu profissionais de áreas como assistência social, saúde e segurança pública para traçar estratégias de enfrentamento à violência de gênero.
Como a educação pode quebrar padrões de violência
Em sua palestra, a promotora Tânia Garcia, que atua na Defesa das Mulheres, explicou que a violência doméstica é alimentada por estereótipos profundamente enraizados na sociedade.
"Machismo estrutural, misoginia e sexismo reforçam uma suposta superioridade masculina, enquanto os papéis de gênero tradicionais naturalizam a submissão feminina", afirmou a promotora.
Ela destacou que, no Brasil, esse cenário é agravado pela subnotificação dos casos e por impactos profundos na saúde física e emocional das vítimas, muitas vezes silenciadas por uma cultura que ainda minimiza a gravidade das agressões.
Lei Maria da Penha e autoestima feminina
Para a promotora, a educação que ensina sobre a Lei Maria da Penha, fortalece a autoestima das mulheres e constrói uma cultura de paz é capaz de gerar autonomia e senso crítico contra o patriarcado.
“Quando as mulheres compreendem que violência de gênero é qualquer agressão sofrida em razão do gênero, e sabem como agir, elas podem prevenir situações de risco”, explicou Tânia Garcia.
Comunicação assertiva como ferramenta de proteção
Outro ponto essencial abordado foi a comunicação assertiva. De acordo com a palestrante, saber expressar necessidades e limites com clareza ajuda mulheres a identificar relacionamentos abusivos, fortalecer redes de apoio e acessar serviços de proteção.
Para os profissionais que atendem vítimas, a promotora reforçou a importância da escuta ativa e da linguagem acolhedora, além do cuidado com a própria saúde mental de quem trabalha na linha de frente.
O que é o Programa Mulher Protegida?
Criado pela Lei 5.165/2021, o Programa Mulher Protegida de Rondônia oferece auxílio financeiro, acompanhamento psicossocial e capacitação profissional para mulheres em situação de vulnerabilidade.
Canais de ajuda e denúncia
Em caso de violência, as vítimas podem buscar ajuda pelos canais:
190 - Polícia Militar
180 - Central de Atendimento à Mulher
Núcleo de Atendimento às Vítimas (Navit) - (69) 9 9906-6411
Sala Lilás (Navit) - (69) 9 8408-9931

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