CBF divulga áudios e explicações dos principais lances checados pelo vídeo no clássico carioca pela 34ª rodada do Brasileirão 2025; confira os detalhes.
A Comissão de Arbitragem da CBF tornou pública, nesta quinta-feira (20), a atuação do VAR (Árbitro Assistente de Vídeo) no clássico entre Fluminense e Flamengo, válido pela 34ª rodada do Brasileirão Série A 2025. O material, divulgado de forma didática, detalha os lances revisados e as regras aplicadas pela equipe de arbitragem.
O relatório abrange três situações-chave que passaram pela análise do vídeo, incluindo a marcação de um pênalti e a checagem de um gol. Entenda cada uma delas.
Pênalti Marcado Após Revisão do VAR
Situação: Ação de área penal.
Decisão Final: Após revisão, o árbitro marcou pênalti.
O lance analisado envolveu um toque de mão na bola dentro da área. De acordo com as Regras do Jogo (IFAB/FIFA 2025/26), cometerá uma infração o jogador que:
Tocar na bola com a mão ou o braço de forma deliberada.
Ampliar a área corporal de maneira "antinatural", assumindo o risco de a bola atingir seu braço ou mão.
A avaliação do VAR concluiu que houve uma infração enquadrada nesses critérios, caracterizando um toque de mão punível. Com base nessa análise, o árbitro de campo foi até o monitor e reverteu sua decisão inicial, assinalando o tiro penal.
Checagem de Gol Mantém a Decisão de Campo
Situação: Checagem de gol.
Decisão Final: A decisão de campo foi mantida.
Esta foi uma checagem silenciosa realizada pelo VAR, seguindo o protocolo para situações de gol/não gol. A equipe de vídeo analisou se houve qualquer infração da equipe atacante na jogada que originou o gol, como um impedimento ou uma falta não marcada.
O princípio do protocolo determina que a decisão original do árbitro só é alterada em caso de um "erro claro e manifesto". Após a análise, o VAR não identificou nenhum erro dessa magnitude, validando o gol marcado em campo.
Segundo Lance na Área é Checado e Segue o Critério do Árbitro
Situação: Ação de área penal.
Decisão Final: Após checagem, a decisão de campo foi mantida.
Outra jogada dentro da área foi revisada, desta vez envolvendo um contato físico entre jogadores. A Regra 12 define que um tiro livre direto (ou pênalti, se dentro da área) deve ser marcado por infrações como carga, empurrão ou disputa pela bola de maneira "imprudente, temerária ou com uso de força excessiva".
O árbitro de campo entendeu que o contato não se enquadrava nesses critérios de forma suficientemente clara para marcar a falta. O VAR, ao revisar, concordou que não havia um erro claro e manifesto na decisão tomada, optando por não intervir e mantendo a continuidade do jogo conforme determinado pelo árbitro principal.
A divulgação desses relatórios faz parte da política de transparência da CBF, buscando esclarecer para torcedores e imprensa as aplicações das regras e os processos de tomada de decisão nos jogos de alto nível

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