Deputados e especialistas destacam que diagnóstico precoce salva vidas, mas desigualdade no acesso a mamografias ainda é desafio. Sessão solene reforçou necessidade de políticas públicas permanentes.
Sessão solene com deputadas e especialistas destacou que mulheres negras, periféricas e do campo têm menos acesso a mamografias; fortalecimento do SUS foi apontado como fundamental
BRASÍLIA, DF – A Câmara dos Deputados realizou nesta segunda-feira (20) uma sessão solene em homenagem à Campanha Outubro Rosa, com um alerta unânime: o diagnóstico precoce do câncer de mama no Brasil ainda é marcado por profundas desigualdades regionais e sociais. Parlamentares e representantes de entidades médicas defenderam políticas públicas permanentes para garantir que todas as mulheres, independentemente de renda ou localização, tenham acesso a mamografias e tratamentos adequados.
A deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), uma das proponentes da homenagem, definiu a data como um "chamado à ação pela vida". "Precisamos garantir que todas as mulheres, independentemente da renda ou da região, tenham acesso à mamografia e ao tratamento adequado", afirmou.
Desigualdade no Acesso aos Exames
A sessão revelou consenso sobre os principais desafios no combate ao câncer de mama no país. A deputada Erika Kokay (PT-DF) destacou o caráter social da doença. "O câncer de mama é também um tema de justiça social, porque a desigualdade define quem tem acesso ao diagnóstico e quem não tem", disse, enfatizando a necessidade de priorizar mulheres negras, periféricas e da zona rural.
José Barreto Campello Carvalheira, diretor do Departamento de Atenção ao Câncer do Ministério da Saúde, reconheceu os desafios. "O grande desafio do país é garantir que o diagnóstico do câncer de mama aconteça de forma oportuna, com acesso rápido a exames e início imediato do tratamento", afirmou, citando esforços para expandir a rede oncológica, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.
Prevenção Durante Todo o Ano
As deputadas Flávia Morais (PDT-GO) e Gisela Simona (União-MT) reforçaram a importância de ir além da campanha outubrina. "O diagnóstico precoce salva vidas, mas é preciso fortalecer a rede pública e investir na prevenção durante todo o ano", defendeu Morais.
Representantes de entidades pediram abordagem integral às pacientes. Helena Esteves, do Instituto Oncoguia, destacou: "O tratamento não é só físico, é também emocional, e o apoio psicológico faz parte da cura".
A sessão terminou com um compromisso multipartidário de trabalhar por políticas públicas que garantam acesso universal à prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama, transformando a conscientização do Outubro Rosa em ações concretas durante todos os meses do ano.
Agência Câmara de Notícias

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