Estado saiu da segunda para a 14ª posição nacional em registros da doença, com queda de mais de 1.700 casos em 2024 para apenas 7 neste ano.
Rondônia registrou uma queda drástica no número de casos de febre oropouche em 2025, graças a uma série de medidas implementadas após cobranças do Ministério Público Federal (MPF). Dados do Ministério da Saúde mostram que o estado, que era o segundo com mais infecções no país no ano passado (1.711 confirmados), contabilizou apenas 7 casos até setembro deste ano.
A atuação do MPF resultou em um comprometimento das secretarias estadual e municipal de saúde de Porto Velho em intensificar o combate à doença. O estado caiu para a 14ª posição no ranking nacional, evidenciando o sucesso das ações.
Medidas que Conduziram à Queda
Diante do surto em 2024, o MPF exigiu que os órgãos de saúde adotassem um plano de enfrentamento. As medidas incluíram:
Reforço na vigilância epidemiológica em áreas de proliferação do vetor.
Atualização de protocolos de atendimento e capacitação de profissionais de saúde.
Mobilização para melhorar o saneamento básico, com limpeza de bueiros e eliminação de criadouros do inseto.
Campanhas de educação para informar a população sobre sintomas e prevenção.
O procurador regional dos Direitos do Cidadão, Raphael Bevilaqua, responsável pela ação, destacou que o resultado prova a eficácia da atuação estatal organizada para resolver problemas de saúde pública.
Sobre a Febre Oropouche
A doença é causada por um vírus transmitido pelo mosquito Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora. Seus sintomas incluem febre súbita, forte dor de cabeça e dores articulares. Assim como a dengue, o tratamento consiste no alívio dos sintomas, repouso e acompanhamento médico
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