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Aplicativo SOS Mulher ganha reforço judicial para proteger vítimas em Rondônia


Decisões da Corregedoria passam a incluir orientação sobre ferramenta que aciona a PM em tempo real; integração amplia rede de proteção

A luta contra a violência doméstica em Rondônia ganhou um importante aliado tecnológico. O aplicativo SOS Mulher, da Polícia Militar, agora tem sua divulgação fomentada por decisões judiciais em todo o estado. A medida, instituída pela Corregedoria-Geral da Justiça, determina que as intimações e sentenças que concedem medidas protetivas de urgência incluam informações sobre a ferramenta.

A iniciativa busca garantir que mais vítimas conheçam e utilizem o recurso, que funciona como um "botão do pânico" capaz de acionar a PM em segundos, com envio automático da localização da usuária.

Como funciona a ferramenta

O aplicativo, disponível para Android e iOS sob o nome Sentry SOS, permite que mulheres com medidas protetivas solicitem cadastro e senha pelo WhatsApp oficial da PM, no número (69) 9924-2992. Uma vez ativado, o sistema envia alerta imediato às viaturas mais próximas, garantindo atendimento prioritário em situações de risco.

Histórias reais: o drama por trás da estatística

A servidora pública Ana Maria (nome fictício) é uma das usuárias da ferramenta. Ela convive com o medo constante desde que se separou do ex-companheiro, que frequente descumpre as medidas protetivas com episódios de ameaça e aproximação — não apenas contra ela, mas contra toda a família.


"Ele sabe que isso me afeta, faz de propósito para me atingir", desabafa a vítima, que sofre violência vicária — modalidade em que o agressor utiliza pessoas queridas pela vítima, como filhos e familiares, para causar sofrimento.

Ana Maria já registrou diversas prisões do ex-companheiro por descumprimento da medida. Mas, segundo ela, a tranquilidade só existe quando ele está monitorado por tornozeleira eletrônica.


"Quando ele está solto, minha vida e a de meus filhos se tornam um inferno. Minha rotina é reclusa. Do trabalho para casa, ou para a residência dos meus familiares. Não consigo nem ir a uma pizzaria", confessa. "Tenho pavor de que ele possa cumprir uma de suas ameaças de morte."

Integração institucional

A novidade é fruto de um trabalho conjunto entre a Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica (Comsiv) e o Núcleo de Prevenção à Violência Doméstica da PMRO (Nupevid). A parceria identificou a necessidade de aprimorar a rede de proteção, tornando mais eficaz o cumprimento das medidas judiciais.

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