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Marcos Rogério e Flávio Bolsonaro assinam PEC que dá ao trabalhador escolha entre CLT e modelo flexível por hora

 

Proposta de emenda à Constituição não extingue a CLT, mas permite jornada ajustada às necessidades do empregado; texto aguarda relator na CCJ do Senado


O senador Marcos Rogério (PL-RO) está entre os parlamentares que assinaram a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 12/2026, que pretende modernizar as relações de trabalho no Brasil. A medida permite que o trabalhador escolha entre o regime tradicional da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e um modelo flexível baseado em horas trabalhadas.

A proposta foi apresentada no Senado Federal no dia 28 de maio e já foi encaminhada à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde aguarda a designação de um relator.

O que muda com a PEC?

O texto altera o artigo 7º da Constituição Federal e busca adaptar a legislação trabalhista à realidade de um mercado de trabalho cada vez mais dinâmico. É importante destacar:

  • A CLT não será extinta – o regime tradicional continua disponível

  • Nenhum modelo será obrigatório – a escolha será sempre do trabalhador

  • Quem preferir pode manter a jornada rígida e os direitos atuais

Na prática, a PEC cria uma alternativa para quem deseja uma jornada mais ajustada às suas necessidades pessoais, familiares ou profissionais. Entre os perfis que poderiam se beneficiar estão:

  • Estudantes que precisam conciliar trabalho e estudo

  • Mães e pais que cuidam de filhos

  • Trabalhadores autônomos em transição para o mercado formal

  • Jovens em início de carreira

  • Pessoas que buscam complementar renda sem se prender a uma jornada fixa

Quem apoia a proposta?

A PEC foi assinada por senadores do PL e de outras legendas. Entre os apoiadores estão:

  • Marcos Rogério (PL-RO)

  • Flávio Bolsonaro (PL-RJ)

  • Rogerio Marinho (PL-RN)

  • Jaime Bagattoli (PL-RO)

  • Sergio Moro (União-PR)

  • Romário (PL-RJ)

  • Efraim Filho (União-PB)

  • Wellington Fagundes (PL-MT)

  • Eduardo Gomes (PL-TO)

  • Marcio Bittar (União-AC)

  • Magno Malta (PL-ES)

O que dizem os defensores da PEC

Para os parlamentares que apoiam a medida, o Brasil precisa deixar de tratar o trabalhador como alguém incapaz de decidir sobre a própria rotina. A proposta reconhece que nem todos os profissionais vivem a mesma realidade.

Os defensores argumentam que proteção trabalhista não precisa ser sinônimo de engessamento. A PEC mantém a preocupação com direitos proporcionais, como:

  • Férias

  • 13º salário

  • FGTS

  • Outras garantias ajustadas à carga horária trabalhada

Inspiração em economias desenvolvidas

O texto se inspira em modelos já adotados por países como Estados Unidos, Reino Unido e Austrália, onde regimes baseados em pagamento por hora, contratos flexíveis ou trabalho casual são comuns – sempre com regras próprias de proteção mínima.

A versão brasileira da proposta segue essa linha, mas com a preocupação de assegurar direitos proporcionais ao tempo trabalhado.

O que vem pela frente

A PEC 12/2026 ainda será amplamente debatida no Senado. O primeiro passo é a designação de um relator na CCJ. Depois, o texto precisará passar por comissões especiais e ser votado em dois turnos no plenário do Senado, além de seguir para análise da Câmara dos Deputados.

Ao apoiar a proposta, Marcos Rogério se alinha a uma agenda de liberdade econômica, geração de oportunidades e atualização das regras trabalhistas. Para os defensores do texto, a discussão coloca no centro uma pergunta essencial: o Brasil quer preparar o trabalhador para o futuro ou mantê-lo preso a um modelo pensado para um mundo que já mudou?




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