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Agricultura familiar: Câmara aprova R$ 500 milhões para garantir crédito do Pronaf

Projeto de lei autoriza uso de fundo garantidor para facilitar acesso de pequenos agricultores a financiamentos; texto segue para sanção presidencial

Mais crédito para o campo: Câmara libera R$ 500 milhões do Fundo Garantidor para operações do Pronaf

A agricultura familiar brasileira ganhou um importante reforço nesta quinta-feira (26). O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou um projeto que destina até R$ 500 milhões do Fundo Garantidor de Operações (FGO) para garantir os financiamentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). A medida agora segue para sanção do presidente da República.

O projeto aprovado (PL 2213/25) é de autoria do senador Jaques Wagner (PT-BA) e altera a Lei do Pronampe (Lei 13.999/20), que criou o programa de apoio às micro e pequenas empresas. A ideia é simples: usar recursos de um fundo já existente para diminuir os riscos dos bancos na hora de emprestar dinheiro ao pequeno agricultor.

O que muda na prática?

Na prática, a medida funciona como uma espécie de "seguro" para as instituições financeiras. Com a garantia do FGO, os bancos ficam mais seguros para liberar crédito aos agricultores familiares, que muitas vezes encontram dificuldades para acessar empréstimos por falta de aval ou garantias reais.

Fundo Garantidor de Operações (FGO) é administrado pelo Banco do Brasil e tem justamente essa função: facilitar o acesso ao crédito para setores estratégicos, reduzindo os riscos para os bancos e, consequentemente, as exigências para quem precisa do dinheiro.

Já o Pronaf é a principal linha de crédito voltada à agricultura familiar no país. Ele oferece taxas de juros mais baixas e condições especiais de pagamento para pequenos produtores rurais, ajudando a financiar desde o custeio da lavoura até investimentos em máquinas e equipamentos.

Impacto no campo

A aprovação do projeto foi comemorada por entidades ligadas ao setor. A liberação de até R$ 500 milhões do fundo garantidor deve injetar mais recursos no campo, permitindo que um número maior de agricultores familiares tenha acesso a financiamentos.

O texto aprovado na Câmara agora depende apenas da sanção presidencial para entrar em vigor. Com a nova regra, o governo espera fortalecer a agricultura familiar, que é responsável por grande parte dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros, como feijão, mandioca, leite e hortaliças.

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