Segundo ele, o objetivo é tentar avançar com a proposta ainda neste ano, convocando apoio de lideranças partidárias para acelerar as discussões.
“O primeiro gesto que eu peço a todas as lideranças políticas que se dizem anti-Lula é aprovar a anistia ainda este ano. Espero não estar sendo radical por querer anistia para inocentes. Temos só duas semanas, vamos unir a direita”, declarou o senador neste sábado (6), em publicação no X (antigo Twitter).
O projeto de lei que trata da anistia está parado na Câmara dos Deputados, enfrentando resistência tanto de parlamentares aliados ao governo Lula quanto de parte da própria base bolsonarista.
O relator da proposta, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), já adiantou que apresentará um texto baseado em “dosimetria”, descartando o perdão “amplo, geral e irrestrito” defendido por Jair Bolsonaro e seus filhos.
Nos bastidores, Paulinho segue negociando com lideranças bolsonaristas, que começam a demonstrar abertura para um acordo que reduza penas, mesmo que parcialmente.
Na noite de sexta-feira (5), Flávio Bolsonaro afirmou ter se reunido com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que, segundo ele, teria reforçado apoio ao projeto e ao grupo político para 2026.
“Quando conversei com ele (Tarcísio) para falar de como tinha sido com o presidente Bolsonaro (...) ele falou: ‘Pode contar comigo para o que der e vier’”, relatou o senador.
Em setembro, Flávio Bolsonaro já havia defendido publicamente o avanço da anistia durante encontro com Paulinho da Força, posição diferente da de seu irmão Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que mantém a exigência de um texto “amplo, geral e irrestrito”.
Fonte: Estadão
Reescrito por RondoniaNaRede

0 Comentários