Boletim Focus mantém otimismo com IPCA previsto em 4,46% para 2025, abaixo do teto da meta, enquanto projeção para crescimento econômico segue estável em 2,16%. Entenda os fatores.
Mercado Mantém Confiança: Inflação de 2025 Deve Fechar Dentro da Meta Pela Segunda Semana Seguida
Relatório Focus, divulgado pelo Banco Central, também manteve a projeção de crescimento do PIB para 2025 em 2,16%. Cenário econômico combina controle de preços com juros ainda elevados.
BRASÍLIA – O mercado financeiro reiterou sua confiança no controle da inflação para o próximo ano. Pela segunda semana consecutiva, a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2025 ficou abaixo do teto da meta, situando-se em 4,46%. Os dados são do Boletim Focus, publicado nesta segunda-feira (24).
A meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com um intervalo de tolerância que vai até 4,5%. Portanto, a projeção atual de 4,46% indica que o mercado acredita que os preços estarão sob controle no ano que vem.
Cenário Positivo para os Preços
O otimismo com a inflação ganhou força após o resultado do IPCA de outubro, que registrou a menor variação para o mês desde 1998. Esse desempenho contribuiu para que a inflação acumulada em 12 meses caísse para 4,68%, saindo da casa de 5% pela primeira vez em oito meses.
Para os anos seguintes, as expectativas também são favoráveis: o mercado projeta IPCA de 4,18% em 2026 e de 3,80% em 2027.
Crescimento Econômico Estável
No front do crescimento, as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todas as riquezas produzidas no país – permaneceram estáveis. A expectativa é de que a economia brasileira cresça 2,16% em 2025. Para 2026 e 2027, as previsões são de expansões de 1,78% e 1,88%, respectivamente.
Juros (Selic) Devem Permanecer Elevados
Para conter a inflação, o Banco Central (BC) utiliza como principal ferramenta a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 15% ao ano. Embora o Copom (Comitê de Política Monetária) tenha mantido a taxa estável pela terceira vez seguida, o BC sinaliza que os juros devem se manter em patamares elevados por "bastante tempo".
Isso porque, apesar da desaceleração da inflação, o indicador ainda se encontra acima do centro da meta (3%). A projeção do mercado é que a Selic termine 2025 em 15%. Para 2026, a expectativa foi revisada para baixo, de 12,25% para 12%, e para 2027, a previsão se manteve em 10,50%.
Entenda a Relação entre Selic, Inflação e Economia
Quando o BC aumenta a Selic, o crédito fica mais caro. Isso desestimula o consumo e incentiva a poupança, ajudando a esfriar a economia e a controlar a inflação. Por outro lado, juros altos podem dificultar a expansão da atividade econômica.
Quando a taxa é reduzida, ocorre o inverso: o crédito se torna mais acessível, estimulando o consumo e a produção, o que pode reaquecer a economia, mas também pressionar os preços.
Câmbio sem Surpresas
Quanto ao câmbio, o mercado não revisou suas expectativas. A projeção para o dólar no final de 2025 segue em R$ 5,40. Para 2026 e 2027, a cotação prevista da moeda norte-americana permanece em R$ 5,50.
Fonte: Oobservador

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