Ministro Alexandre de Moraes citou tentativa de violar tornozeleira eletrônica e risco de tumulto; audiência de custódia será realizada neste domingo (23) por videoconferência.
Brasília (DF) - O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso pela Polícia Federal na manhã deste sábado (22) em Brasília. O mandado de prisão preventiva foi expedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que alegou na decisão a constatação de tentativa de violação da tornozeleira eletrônica e o risco de tumulto relacionado a uma vigília convocada próxima à residência do ex-presidente.
Em sua decisão, Moraes afirmou que a reunião próxima à casa onde Bolsonaro cumpria prisão domiciliar desde 4 de agosto "poderia causar tumulto e até mesmo facilitar eventual tentativa de fuga do réu". O ministro também mencionou a "verificada tentativa de violar a tornozeleira eletrônica" como um dos fundamentos para a prisão preventiva.
Determinações da Decisão
A decisão judicial estabelece que:
Será realizada audiência de custódia neste domingo (23), por videoconferência, na Superintendência Regional da PF no DF
Deve ser disponibilizado atendimento médico em tempo integral ao réu
Todas as visitas deverão ser previamente autorizadas pelo STF, exceto as de advogados e equipe médica
Contexto do Caso
Na sexta-feira (21), a defesa de Bolsonaro havia protocolado pedido de prisão domiciliar humanitária, argumentando que o ex-presidente possui "doenças permanentes que demandam acompanhamento médico intenso". O pedido buscava evitar que Bolsonaro fosse transferido para o presídio da Papuda.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto, após descumprimento de medidas cautelares anteriormente determinadas pelo STF. Entre as restrições impostas estavam a proibição de acessar embaixadas, manter contato com autoridades estrangeiras e utilizar redes sociais direta ou indiretamente.
O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal do Núcleo 1 da trama golpista, e a execução das penas pode ocorrer nas próximas semanas
Fonte: Agência Brasil

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