De acordo com as investigações, o esquema era liderado por Joab da Conceição Silva, apontado como chefe do tráfico local, e por um pastor que se apresentava como líder comunitário, mas que, segundo a polícia, atuava como intermediador das determinações do tráfico. Até o último balanço, três homens haviam sido presos, incluindo o religioso.
Extorsões e ameaças às empresas
O inquérito aponta que empresas situadas na área industrial da Reduc eram obrigadas a pagar “mensalidades” ao grupo criminoso. Quem se recusava era alvo de ameaças, como incêndio de caminhões, agressões a funcionários, interrupção forçada das atividades e até bloqueios de acesso aos estabelecimentos.
Segundo os agentes, o pastor visitava pessoalmente as empresas, apresentando-se como representante da comunidade e impondo regras atribuídas ao traficante Joab. Entre as exigências estavam:
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proibição de estacionar caminhões nos pátios;
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imposição de contratações de moradores ligados ao tráfico;
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oferta de “mediação” para evitar represálias — considerada pelos investigadores uma fachada para extorsão.
Empresários formalizaram denúncias e registraram relatos em atas do Ministério do Trabalho, indicando que alguns estabelecimentos precisaram suspender as atividades por vários dias por causa das ameaças. A investigação também identificou que sindicatos e associações de fachada eram usados pelo grupo criminoso para pressionar os empresários.
Entre os contratados estavam pessoas sem critérios técnicos, incluindo a companheira de Joab, que, conforme o inquérito, foi admitida dias antes do ataque à 60ª DP em fevereiro de 2025 — uma ação que teria sido ordenada pelo próprio traficante.
Atuação interestadual
O pastor já havia sido alvo de outra operação. No início do mês, foi preso em Betim (MG) com uma pistola, granadas artesanais, munição e dinheiro. Aos policiais, ele afirmou ter levado os explosivos de Duque de Caxias até Minas Gerais para intimidar trabalhadores e interromper atividades na Refinaria Gabriel Passos (Regap), supostamente em apoio a um movimento grevista articulado por sindicatos ligados ao grupo criminoso.
Segundo os investigadores, o uso de artefatos explosivos reforça o modo de atuação da quadrilha, que buscava intimidar empresas, ameaçar funcionários e comprometer serviços essenciais, colocando em risco, inclusive, o transporte de combustíveis no país.
Fonte original: g1
Reescrito por Rondonianarede

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