Agremiação pioneira de Guajará-Mirim, RO, usa o palco do maior festival da região para ecoar um apelo pela preservação da Amazônia, unindo cultura popular e consciência ecológica.
Cultura Popular Vira Voz da Amazônia em Espetáculo do Boi-Bumbá em Rondônia
Enquanto o mundo discute o futuro da Amazônia, o coração cultural de Rondônia bate mais forte para enviar uma mensagem urgente. O boi-bumbá Flor do Campo, uma agremiação histórica de Guajará-Mirim, sobe ao palco do Duelo na Fronteira 2025 com o tema “Clamor - O Lamento da Floresta”. A proposta é um espetáculo de conscientização que mistura a força da tradição com um grito contemporâneo pela preservação.
A apresentação, que promete emocionar o público, não é apenas entretenimento. É um ato político-cultural. "É um apelo pela floresta viva", define a diretora executiva do boi, Rosa Solani. Ela explica que o enredo foi criado para provocar uma reflexão sobre o cuidado com a natureza, a valorização dos povos originários e a importância de manter viva a arte que brota do solo amazônico.
Um Chamado Encenado por 300 Brincantes
O "lamento" da floresta ganhará vida através de 300 brincantes e 21 itens oficiais (alas e componentes típicos do boi-bumbá). A direção artística promete um espetáculo visual e narrativo que valoriza a relação sagrada entre o homem e o meio ambiente, transformando o “lamento” em uma metáfora poderosa e, ao mesmo tempo, em uma realidade que exige ação.
A História de um "Famosinho" que Virou Símbolo Cultural
A escolha do tema tem raízes profundas na própria história do Flor do Campo. Fundado em 1981 pela professora Georgina Ramos da Costa e seu esposo, Mário Rodrigues, o boi nasceu dentro da Escola Estadual Almirante Tamandaré com uma missão clara: levar a cultura popular para as salas de aula.
Curiosidades que marcam sua trajetória:
No início, o boi era confeccionado com materiais recicláveis como sucata, cipó e papelão, um eco da consciência ambiental que hoje carrega em seu tema.
Foi o primeiro boi-bumbá de Guajará-Mirim e ganhou o apelido carinhoso de "Famosinho".
Seu nome, "Flor do Campo", é uma homenagem ao estado do Pará, terra natal de sua fundadora.
Começou com influências do estilo maranhense e, com o tempo, incorporou lendas e mitos indígenas, se consolidando como um representante autêntico do boi-bumbá amazônico.
Como Acompanhar o Duelo na Fronteira 2025
O público de todo o estado e do Brasil pode acompanhar a apresentação do Flor do Campo e de outras agremiações de perto. Pelo segundo ano consecutivo, a Assembleia Legislativa de Rondônia (ALERO) fará a transmissão ao vivo de todo o evento.
Onde assistir:
TV Assembleia (canal 7.2)
Canal oficial da ALERO no YouTube
Site oficial da Assembleia Legislativa
O Duelo na Fronteira é uma realização da Secretaria de Estado da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (Sejucel), em parceria com a Associação Waraji e a Prefeitura de Guajará-Mirim

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