Ferramenta digital permitirá solicitação online de medidas protetivas de urgência em casos de violência doméstica em todos os tribunais do país.
CNJ e Tribunais Estaduais Firmam Acordo para Nacionalizar Medida Protetiva Eletrônica para Mulheres
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho de Presidentes de Tribunais de Justiça (Consepre) assinaram nesta segunda-feira (24) um Acordo de Cooperação Técnica para implementar a Medida Protetiva de Urgência Eletrônica (MPUe) em todos os tribunais estaduais e do Distrito Federal.
A iniciativa visa garantir que mulheres em situação de violência doméstica e familiar tenham acesso digital, simplificado e seguro para solicitar medidas protetivas de urgência, conforme previsto na Lei Maria da Penha. A ferramenta estará disponível via celular, computador ou qualquer dispositivo com acesso à internet.
Proteção Imediata e Acessível
O presidente do CNJ e do STF, ministro Edson Fachin, destacou a importância da medida: "Em um país de dimensões continentais, uma mulher em situação de risco não pode depender de grandes deslocamentos ou de obstáculos logísticos para solicitar proteção. A medida protetiva eletrônica representa um avanço tecnológico e humano".
A desembargadora Cynthia Maria Pina Resende, representante do Consepre, enfatizou o timing da iniciativa: "A celebração desse termo, na véspera do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, é simultaneamente uma resposta do sistema de justiça às dores que lhe são encaminhadas".
Segurança e Confidencialidade
A ferramenta deverá garantir:
Identificação segura da mulher em situação de violência
Observância dos princípios de confidencialidade e proteção da vítima
Privacidade dos dados pessoais
Uso obrigatório do Formulário Nacional de Avaliação de Risco
Compromissos Assumidos
Pelo acordo, o CNJ se compromete a colaborar na construção de estratégias conjuntas, compartilhar dados não sigilosos e acompanhar os resultados das iniciativas implementadas pelos tribunais. Já o Consepre assumiu o compromisso de fomentar parcerias entre os tribunais para compartilhamento de conhecimento e replicação de ferramentas já desenvolvidas.
A medida representa um avanço significativo no combate à violência doméstica, utilizando a tecnologia para garantir proteção mais ágil e acessível às mulheres em situação de vulnerabilidade em todo o território nacional

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