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AGU e Ministério da Saúde Notificam Meta Contra Médicos Antivacina que Lucram com Tratamentos Falsos

Governo Federal exige remoção de conteúdos que promovem "kits de detox vacinal" e tratamentos sem comprovação científica; ação combate desinformação que ameaça a saúde pública.

AGU e Ministério da Saúde Notificam Meta Contra Médicos Antivacina que Lucram com Tratamentos Falsos

Em uma ação conjunta contra a desinformação em saúde, a Advocacia-Geral da União (AGU) notificou a empresa Meta, responsável pelo Facebook e Instagram, exigindo a remoção imediata de conteúdos de três médicos que divulgam informações falsas sobre vacinas e comercializam tratamentos sem comprovação científica.

A medida, tomada a pedido do Ministério da Saúde, visa coibir práticas que ameaçam a saúde pública e exploram economicamente a população. Os médicos Roberto Zeballos, Francisco Cardoso e Paulo Porto de Melo, todos registrados no Conselho Regional de Medicina de São Paulo, promovem em suas redes sociais supostos "kits de detox vacinal" e tratamentos sem respaldo científico.

Conteúdos que Enganam e Colocam Vidas em Risco

Segundo nota técnica do Ministério da Saúde que embasou a ação, os perfis dos médicos:

  • Desestimulam a vacinação contra COVID-19

  • Divulgam a falsa "síndrome pós-Spike"

  • Oferecem cursos e tratamentos sem comprovação científica

  • Promovem "kits de detox" que incluem banhos de bórax e dietas perigosas

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, foi enfático ao caracterizar a conduta: "É a combinação perigosa de negacionismo e ganância. O Brasil não tem mais um governo leniente em relação ao negacionismo, como ocorreu anteriormente. Não vamos permitir que profissionais usem sua posição para lucrar com mentiras".

Base Legal e Próximos Passos

A notificação extrajudicial se baseia no entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre o Marco Civil da Internet, que estabelece a responsabilidade dos provedores quando há ciência inequívoca de conteúdo ilícito.

A AGU argumenta que os conteúdos violam tanto a legislação brasileira quanto os próprios Termos de Uso da Meta, que prevêem remoção de desinformação sobre vacinas.

Esta é a primeira de uma série de ações jurídicas planejadas pelo Governo Federal para combater práticas que ameaçam a saúde pública, no âmbito do programa "Saúde com Ciência".

Riscos Sanitários e Alertas

O Ministério da Saúde alerta que tratamentos sem comprovação, como os divulgados pelos médicos, podem:

  • Induzir à hesitação vacinal

  • Favorecer o retorno de doenças preveníveis

  • Causar danos à saúde com substâncias perigosas

  • Configurar crime de charlatanismo

As vacinas contra COVID-19 utilizadas no Brasil são seguras, eficazes e monitoradas pela Anvisa e órgãos internacionais. Alegações sobre toxicidade da proteína Spike não possuem respaldo científico.

A população pode verificar informações confiáveis sobre vacinas no portal oficial "Saúde com Ciência", que integra rede global da Organização Mundial da Saúde certificada para informações sobre imunização

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